Ao buscar Deus com fé, mulher supera dificuldades ao ser acolhida por igreja em Pinheiro Machado

Bia Amaral afirma que experiência espiritual que viveu em um momento de profunda dor mudou sua vida. (Foto: Reprodução/Instagram)

Quando não nascemos em um ambiente religioso, é comum buscarmos o diálogo com o Criador apenas em meio ao desespero, diante de alguma situação que causa dor ou tristeza. Para Bia Amaral, de 28 anos, demorou décadas, mas o tal “meio dedo de prosa” com Deus veio quando pouco restava para juntar de si, quando sentia a pior das dores: a que acomete a alma.

Bia cresceu em um ambiente familiar nocivo, desregrado, com violência e abusos. Tudo isso somado ao rompimento do primeiro relacionamento, que durou sete anos, foi responsável por expor a fragilidade enquanto pessoa, feridas abertas ao longo, principalmente, de duas das mais importantes fases de sua vida: infância e adolescência. Ela encontrou alento e forças para se levantar, inclusive com o suporte espiritual dado pela igreja O Brasil Para Cristo, em Pinheiro Machado.

“Sem ter nem o porquê, ele me informou que terminaria o relacionamento. Na noite em que me comunicou que iria a uma festa, desabei, literalmente, fui ao chão. E, ali, deitada, apenas eu e as paredes, peguei a Bíblia e falei com Deus, suplicando para que cessasse aquela dor imensa em meu peito, e aconteceu: conheci o maior dos amores, um sentimento maior que eu”, recorda a mulher.

Antes de dar continuidade à narrativa quanto ao caminho que a levou para Cristo, Bia justificou sua fragilidade, revelando que os traumas de infância, entre eles os abusos e comportamentos inadequados de um dos genitores – períodos vividos, em sua maioria, em Canguçu, de onde saiu aos 14 anos. Tais fatores impediram a manutenção de um seio familiar saudável e impactaram na construção de sua identidade. “A barreira do silêncio sobre tantas coisas ruins foi quebrada num consultório e junto à psicóloga. Foi ali que eu entendi o que havia me acontecido, já que, até este momento, eu não tinha noção da gravidade e isso, com certeza, prejudicou meus relacionamentos conjugais”, admite.

As traições do então companheiro e a partida trágica do pai, tirou a própria vida, foram fatos que se somaram a uma existência cercada, até ali, de episódios negativos, cujo a única saída foi Deus. “Deprimi, mas tive forças para pedir ajuda e ser internada em 2016. Assim, fui mantida por 40 dias no Hospital de Piratini. Ao obter a alta, percebi que dali saía outra pessoa, pensamentos novos e positivos. Queria e tentei ser técnica em enfermagem, mas acabei rumando para outra área”, revela.

Bia comenta sobre a experiência espiritual que teve ainda hospitalizada. “Senti a presença de Deus. Não há como eu explicar. Ali, no quarto, entendi que não deveria mais me humilhar, tomei decisões.  Resumindo: recentemente, após muito frequentar, me batizei na O Brasil Para Cristo, uma igreja que me acolheu, fiz amigos, o lugar certo onde posso, inclusive, exercitar uma de minhas paixões: cantar louvores, os mesmos que me permitem deitar e dormir um sono tranquilo”.

Mesmo mudando a maneira de ver as coisas, Bia diz que ainda se sentia sozinha, já que residia em um pensionato. Contudo, a situação mudou quando conheceu uma pessoa muito especial em sua vida. “Aí chegou a Marioni, que eu posso afirmar que, mesmo me relacionando bem com minha mãe biológica, me abraçou e também faz esse papel”.

Tal abraço de genitora adotiva foi dado pela futura pedagoga Marioni da Silva Witter Saraiva, amiga do ex-marido de Bia e que presenciou grande parte do drama da agora filha do coração. “Ela perdeu o companheiro, o trabalho, perdeu tudo ao mesmo tempo e isso tocou meu coração, questão de empatia, já que poderia ser eu. Foi assim que me senti, me vi naquela situação”, recorda Marioni. “Em casa, fico sozinha a semana toda, pois meu marido trabalha em outro município. Então, decidi dar apoio, a trouxe para junto de mim e dei o suporte mínimo necessário para ela, que é querida, responsável e esforçada. Para onde vou, costumo brincar que a levo comigo na ‘alça da bolsa’”, completa Marioni.

Além de apoiar Bia, ela também foi a responsável por influenciá-la a aceitar Jesus, o que aconteceu oficialmente no dia 20 de abril por meio de batismo. “Eu a apresentei a O Brasil Para Cristo e isso a fez frequentar a igreja, cantar nela durante os cultos e, por fim, ao batismo. Então, valeu a pena”, afirma Marioni.

A estratégia quanto à divulgação artística de Bia, que vai precisar de ajuda da comunidade, será destacada em junho, quando o JTR levará a todos os seus leitores as formas de como você pode colaborar para que a cantora evangélica realize seu sonho.