Dia de Campo incentiva a produção de milho em Pelotas e região

A participação é aberta a todos os interessados e as inscrições serão feitas na chegada ao evento. (Foto: Marcia Vesolosquzki)

O milho é um grão produzido principalmente nas pequenas propriedades da região ou ainda, em grandes propriedades, na rotação com o arroz. Em Pelotas, estão cultivados na safra 2024/2025, 6,48 mil hectares para grão e 1,9 mil hectares para silagem. A expectativa é de uma produção total de 38,88 mil toneladas para grão e 66,5 mil toneladas para silagem. A produtividade média estimada é de seis toneladas para grão e 35 toneladas para silagem.

Na sexta-feira (4), a partir das 9h, a Emater e a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Rural (SDR RS)/Pró-Milho RS realizam Dia de Campo do Milho, na propriedade do produtor Jones Becker, localizada na Colônia Santa Eulália, no interior de Pelotas. De acordo com o extensionista da Emater Pelotas, engenheiro agrônomo Luciano Ossanes, a entidade apresenta nas suas estações, o tema secagem e armazenamento, manejo de plantio, população de plantas, adubação e uso de bioinsumos. “Haverá ainda vitrines de variedades da Pioneer, Dekalb, Shull e Syngenta, parceiras na realização do evento”, ressalta. A participação é aberta a todos os interessados e as inscrições serão feitas na chegada ao evento.

O agrônomo ainda explica que o consumo na região é basicamente para alimentação animal. “A silagem por exemplo é o pessoal do leite e da pecuária de corte que produzem para gastar em casa, mas já temos alguns produtores que vendem, mas ainda são bem poucos, uns quatro ou cinco”, diz. O destino são os confinamentos, que abastecem os navios de exportação de gado em pé e trazem a maioria da silagem consumida pelos animais do norte do Estado, explica. “O pessoal de Pelotas já está fazendo silagem para este mercado, mas ainda em pequena escala”, explica.

Ossanes ressalta que o milho produzido na região ainda é insuficiente, e as fábricas de ração trazem o grão de outros estados, como o Paraná e Mato Grosso e também do norte do Rio Grande do Sul. “Nosso milho é basicamente para consumo animal, grande parte para consumo na propriedade, e algumas famílias já produzem alimentos à base de milho, mas em escala bem pequena”, finaliza.

De acordo com o Escritório Regional da Emater de Pelotas, em seu levantamento semanal, nos 22 municípios de sua abrangência na Zona Sul, estão cultivados na safra 2025, uma área total de 36.707 hectares de milho para grão e 17.430 hectares para silagem. Em plena colheita, com praticamente 41% da área para grão colhida, a produtividade média da região é de 4,2 mil quilos por hectare, no entanto há oscilações entre 3,5 mil quilos e seis mil quilos por hectare. A expectativa é de uma produção superior a 192,5 mil toneladas nos 22 municípios.

Na área destinada para silagem estão colhidas 43% das lavouras. A maior preocupação nesta safra é a ocorrência de estiagem com intensidades variadas de um município para o outro. As chuvas ocorridas nos últimos dias, ainda com intensidades consideradas insuficientes, se persistentes podem beneficiar as lavouras semeadas mais tardiamente, como em janeiro de 2025, e atingir produtividades acima dos seis mil quilos por hectare.

Pró-Milho

O Programa Estadual de Produção e Qualidade do Milho – Pró-Milho/RS foi criado em 2019 com o objetivo de incentivar, fomentar e coordenar ações que aumentem a produção e a qualidade do milho no Estado do Rio Grande do Sul. Iniciativa da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação, através da Câmara Setorial do Milho, reuniu subsídios junto aos integrantes da cadeia produtiva em encontros realizados ao longo do ano de sua criação.

Fomenta a produção, melhoria da qualidade, comercialização, crédito e seguro rural e está alicerçado em diferentes ações estratégicas, como intensificar a assistência técnica visando aumentar a produtividade especialmente em regiões com menores níveis tecnológicos; capacitação de técnicos e produtores; ampliar a área irrigada, aumentando a produtividade e maior segurança ao produtor; realização de eventos: dias de campo, seminários, excursões, reuniões técnicas, unidades demonstrativas, entre outras.