Evento marca mês da mulher com debate e ações em Cerrito

A programação contou com palestras e rodas de conversa conduzidas por especialistas. (Foto: Celestino Garcia)

Cerrito celebrou o mês da mulher com um evento marcante no Galpão Crioulo Municipal, promovido pelo CRAS em parceria com a Secretaria de Assistência Social, Secretaria de Saúde, Secretaria de Educação e Conselho Tutelar. O evento reuniu um público diversificado, com o objetivo de fortalecer a rede de apoio, discutir temas cruciais para o universo feminino e promover a conscientização sobre a violência de gênero.

A programação contou com palestras e rodas de conversa conduzidas por especialistas. A empresária Priscila Lucas abordou o tema do empreendedorismo feminino, incentivando a autonomia e o protagonismo das mulheres no mercado de trabalho. A advogada Laura Cardoso trouxe à tona a temática da violência contra a mulher, destacando a importância da Lei Maria da Penha e os mecanismos de proteção disponíveis. A graduanda em enfermagem Victória Menezes falou sobre a saúde da mulher, com foco na prevenção e no autocuidado. A agente de Saúde, Marcela Moraes, falou sobre solidão e solitude da mulher. A educadora física Carla Silveira encerrou o evento onde conduziu uma técnica de meditação, proporcionando um momento de relaxamento e bem-estar. 

Além das palestras, o evento contou com exposição e divulgação de trabalhos feitos por mulheres, valorizando a produção local e o talento feminino. A psicóloga Mariana Menezes, uma das organizadoras, destacou a importância do evento para promover o debate e a conscientização sobre os desafios enfrentados pelas mulheres, além de fortalecer a rede de apoio e os serviços disponíveis.

Além das palestras, o evento contou com exposição e divulgação de trabalhos feitos por mulheres. (Foto: Celestino Garcia)

O evento também serviu como espaço para reflexão sobre a persistência da violência contra a mulher, um tema de extrema relevância no contexto atual. Dados alarmantes revelam que, na primeira década da Lei do Feminicídio, o Rio Grande do Sul registrou 935 feminicídios, com uma média de 94 mortes por ano. Somente em 2023, foram registrados 72 feminicídios consumados e 235 tentativas, segundo dados da Secretaria de Segurança Pública.

O prefeito Flavinho Vieira (PP), que prestigiou o evento, ressaltou a importância de iniciativas como essa para promover a igualdade de gênero e o combate à violência contra a mulher. Ele também destacou o compromisso do poder executivo em manter-se como membro parceiro para as demandas relacionadas à proteção das mulheres. O evento em Cerrito demonstra o compromisso da comunidade em construir um futuro mais justo e seguro para todas as mulheres.