
Em campo, os clássicos entre Grêmio Esportivo Brasil (GEB) e Esporte Clube Pelotas (ECP) válidos pelo Campeonato Gaúcho deste ano já são passados. Na fase classificatória, houve um empate sem gols entre áureo-cerúleos e rubro-negros, mesma situação do primeiro Bra-Pel válido pelo Quadrangular da Morte. No segundo, o Xavante venceu por 1 a 0.
Na semana em que os áureo-cerúleos tentam ajuntar os cacos do rebaixamento à Segunda Divisão e os xavantes procuram forças para evitar fazer companhia ao coirmão na divisão inferior do futebol do Rio Grande do Sul, a pauta esportiva da Princesa do Sul ganha discussões longe dos gramados, mais precisamente nas redes sociais e pronunciamentos oficiais, com a direção xavante acusando o Lobo de ter facilitado uma derrota por goleada diante do Avenida para complicar o restante da caminhada rubro-negra, fato negado veementemente pelos áureo-cerúleos.
Leia as notas na íntegra:
ECP: “O Esporte Clube Pelotas manifesta sua profunda indignação e revolta com a leviandade e irresponsabilidade da nota oficial divulgada pela presidência do Grêmio Esportivo Brasil, na qual faz ilações e insinuações acerca da conduta desportiva dos jogadores na partida realizada em Santa Cruz no último domingo.
Inadmissível que a diretoria de um clube profissional faça essas alegações, cujo único propósito é desviar a atenção de um possível resultado adverso, buscando atribuir a terceiros a responsabilidade por suas próprias falhas.
Uma instituição com 116 anos de história no esporte não pode ser desrespeitada por acusações infundadas, que atingem a moral e a ética de atletas, profissionais do esporte, comissão técnica e Direção do Clube, o qual sempre se pautou pelo respeito às regras do fair play ao longo de sua existência.
Entramos em contato com a Federação Gaúcha de Futebol, manifestando o repúdio à nota emitida pelo GEB, bem assim afirmando que não aceitaremos esse ato desprezível e que perseguiremos as devidas medidas legais que o caso exige”.
GEB: “O Grêmio Esportivo Brasil, através do presidente Vilmar Xavier, vem a público manifestar sua profunda insatisfação com os acontecimentos registrados na 5ª rodada do Campeonato Gaúcho (“Quadrangular da Morte”), no último final de semana.
Além dos prejuízos causados pela arbitragem na partida realizada no Passo D’Areia (Porto Alegre) contra o São José – disputada em dia e horário não simultâneos ao outro confronto da chave e sem a presença de nossa torcida, elemento fundamental para a sinergia da equipe dentro de campo, entendemos que fomos prejudicados por um pênalti inexistente e pela não expulsão de um atleta adversário que, de forma imprudente, atingiu fortemente nosso goleiro.
Ambos os lances eram passíveis de revisão pelo VAR; porém, as decisões tomadas em conjunto com a arbitragem de campo destoam completamente da interpretação que consideramos correta para os fatos ocorridos.
No entanto, é especialmente na partida entre Avenida e Pelotas que reside nossa maior indignação. O que se viu em campo ultrapassa qualquer margem de erro ou interpretação esportiva. O comportamento adotado por alguns atletas do Esporte Clube Pelotas nos minutos finais, quando a equipe já não tinha mais chances matemáticas de classificação, no nosso entendimento, escancara um conflito ético, moral e de transparência—pilares fundamentais de qualquer esporte, em qualquer época.
A derrota do Pelotas por um placar elástico (4×1) impactou diretamente o critério de saldo de gols, prejudicando nossa equipe. E a maneira como esse resultado foi construído nos causa profunda estranheza. A partir do momento em que o placar chegou a 3×1, o jogo foi conduzido com atitudes que comprometeram deliberadamente o equilíbrio da competição, feriram a credibilidade do torneio e desrespeitaram não apenas o Grêmio Esportivo Brasil, mas todos os envolvidos no futebol.
Convictos de que a Federação Gaúcha de Futebol (FGF) não compactua com esse tipo de situação, exigimos que as entidades responsáveis avaliem a conduta dessa partida com o rigor que o caso exige. O esporte só se mantém grande quando seus princípios morais são preservados, e tolerar atitudes que ferem a ética esportiva representa um golpe contra a integridade e a isonomia da competição.
Seguiremos atentos e tomaremos todas as medidas cabíveis para defender nossos direitos e garantir que a competição seja decidida dentro de campo, com respeito, lisura e comprometimento real com a verdade esportiva”.



