Prefeitos e autoridades buscam salvar Santas Casas de Rio Grande e São Lourenço do Sul da crise

Encontro aconteceu na tarde de quinta-feira (26), na sede da Associação dos Municípios da Zona Sul (Azonasul), em Pelotas. (Foto: Celestino Garcia/JTR)

Prefeitos da região se uniram com representantes da 3ª Coordenadoria Regional de Saúde, deputados estaduais e federais, Ministério Público Federal (MPF) e gestores hospitalares, na sede da Associação dos Municípios da Zona Sul (Azonasul), em Pelotas, na tarde de quinta-feira (6), para debater a calamitosa situação das Santas Casas de Rio Grande e São Lourenço do Sul e a crise que assola os hospitais da Zona Sul. A reunião, marcada por relatos dramáticos, expôs a gravidade do cenário.

A Santa Casa de Rio Grande, com um déficit mensal de R$ 2 milhões, enfrenta a possibilidade de remoção de pacientes por ambulâncias, segundo a procuradora da República Anelise Becker, que classificou a situação como um caos. O presidente da instituição, Renato Silveira, detalhou o abismo entre os custos e a receita, enquanto a 3ª CRS apresentou os R$ 22 milhões investidos pelo governo estadual, reiterando o compromisso de parceria.

O prefeito de Pinheiro Machado e presidente da Azonasul, Ronaldo Madruga (PP), questionou a eficácia de aportes financeiros sem a garantia de melhorias no atendimento, especialmente na ala de traumatologia.

A situação da Santa Casa de São Lourenço, com um déficit de R$ 900 mil mensais e dívidas que somam R$ 178 milhões, também foi abordada, evidenciando a extensão da crise. A reunião definiu que a 3ª CRS receberá um documento detalhando as especialidades que correm o risco de paralisação, enquanto o MPF propôs um diálogo de aproximação com os municípios da região para buscar resolver a problemática. Sindicatos se mobilizam para uma possível paralisação com demissão coletiva e o prefeito de São Lourenço do Sul, Zelmute Marten (PT), alertou para o colapso iminente da saúde regional.

A procuradora Anelise expressou confiança na gestão de Rio Grande para buscar soluções, e o deputado federal Alexandre Lindenmeyer (PT) sugeriu a busca por recursos extraordinários junto ao Ministério da Saúde. A prefeita de Rio Grande, Darlene Pereira (PT), encerrou o encontro apresentando um plano de ação que inclui a compra de serviços por convênios, ampliação do Teto Financeiro de Média e Alta Complexidade (MAC), aumento do repasse municipal e adiantamento de empréstimos.