
“Não são as crianças que nos abanam, somos nós que as abanamos!”. Poderia ser só mais uma frase de efeito objetivando causar impacto, mas para o soldado Ales Voss, de 31 anos, é o resumo da satisfação de ver uma criança repetir que, quando crescer, vai fazer parte da Brigada Militar.
O pequeno em questão é Nicolas, conhecido da corporação por, com frequência, manifestar, de diferentes maneiras, sua admiração pelos policiais que fazem as rondas nas ruas de Piratini, o que já não surpreende mais seus pais.
“O Nicolas já é conhecido dos brigadianos. Onde os encontra, corre, abraça, pede para tirar fotos e pergunta: ‘sabia que quando eu crescer, vou ser polícia e prender os bandidos?’”, conta Juliane, mãe do garoto, que, vestido a caráter com a farda usada pela BM, completou 4 anos no dia 13. A festa foi realizada no domingo (16), com a participação dos possíveis futuros colegas de profissão.
A cozinheira conta que a paixão do filho pela BM surgiu aos dois anos, quando ele, acompanhando do pai, Tiago de Oliveira, de 34 anos, falou pela primeira vez a frase também dita toda vez que a viatura passa em frente à casa da família. “Estavam vendo juntos um vídeo no TikTok em que policiais militares prendiam pessoas e ele disse: ‘quando eu crescer, vou ser polícia e prender bandidos’. Partiu dele, nunca estimulamos nada quanto a isso, foi algo natural e se alguém diz que ele vai ser médico ou ter outra profissão, ele retruca: ‘não, eu quero é prender os bandidos!’”.
Para a alegria do garotinho, Voss e o colega Diego se fizeram presentes na festa de Nicolas para cantar os parabéns, brincar e tirar fotos, o que, ao conversar com a reportagem do JTR, o PM destacou sua satisfação em particular por tal desejo partir de uma criança. “Foi muito legal, inclusive, porque o nosso outro colega, Andrew, responsável por receber a cartinha com o convite, não estava de serviço e, mesmo assim, no horário da festa, me mandou mensagem para que nós não nos esquecermos de comparecer, mas já estávamos na casa deles”, disse Voss, que é piratiniense. “Meus colegas de farda que não são, mas atuam em Piratini, se dizem surpresos quando, um dia, parados na rua, uma criança correu e abraçou as pernas deles. Esse papel social realizado pela BM é essencial, até porque ainda há pais que, para manter o comportamento dos filhos, dizem: ‘te comporta, se não a polícia vai vir e te prender’. Tentamos desmistificar essa imagem para que ela não fique introjetada na cabecinha deles. Daí, a minha afirmativa do quanto é importante, inclusive, toda vez que passamos com a viatura, saudar os pequenos”, completou.
Para finalizar, o brigadiano falou da satisfação de participar de um momento tão especial na vida do pequeno Nicolas. “Foi uma honra, foi gratificante, participar da festa do Nicolas. Nós, ali, junto de seus pais, de sua família, podendo realizar o sonho de quem, no futuro, poderá ser um de nós, já que, se é possível sonhar, também é possível realizar. Se Deus quiser, ele, quando crescer, será um de nós!”.



