
Os destinos do policial militar Edelmiro Mendonça Furtado, de 45 anos, e do irmão, Armando Mendonça Furtado, de 50 anos, acusados de assassinar a tiros os também irmãos Hermínio e Horaci da Rosa Ávila, começarão a ser decididos no dia 17 de março, em Pelotas, para onde o júri foi transferido, a pedido do juiz Igor Hamade, titular da comarca de Piratini, pois o magistrado alegou que a cidade não possui condições de abrigar um julgamento de tamanha complexidade.
A notícia foi dada à reportagem pelo promotor José Olavo dos Passos, que responde como substituto no Ministério Público (MP) em Piratini e também é titular da 1ª Vara Criminal de Pelotas.
Edelmiro e Armando serão julgados, ao mesmo tempo que Luiz Carlos Borges e Armando Meireles Furtado – os dois foram indiciados pelos homicídios de maneiras diferentes –, por um Tribunal do Júri presidido pelo juiz Régis Adriano Vanzim e composto por jurados de Pelotas, o que frustrou a comunidade piratiniense.
O promotor prevê que o julgamento será longo e cansativo, assim o MP terá dois representantes, sendo que na acusação, Passos irá revezar com o também promotor Márcio Schlee Gomes.
O criminalista Ricardo Cantergi, um dos defensores dos que responderão pelos homicídios, afirma que poderá durar até três dias e é impossível saber qual o rumo que o julgamento vai tomar. “Esse julgamento fora da Comarca de Piratini deixa um claro prejuízo para a defesa. Agora ficou impossível saber se isso vai ajudar ou prejudicar meus clientes, pois tiraram da comunidade local, que é quem conhece os envolvidos no fato, com direito de julgar os seus semelhantes”, avaliou Cantergi.



