Com a janela eleitoral prestes a se abrir para que o vereador troque de partido sem risco de perder o mandato, o que ocorrerá na próxima quinta-feira (5), Marcial Guastucci, o Macega, vive os últimos dias no Movimento Democrático Brasileiro (MDB), sigla que defende há 22 anos, mas que será trocada pelo Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) para qual o parlamentar já anunciou que vai se filiar para tentar concorrer à Prefeitura de Piratini este ano.
Polêmico, Macega sai do MDB após fazer críticas fortes ao partido nas redes sociais, onde não mediu palavras ao bater de frente com a ala que teve como seu opositor Daniel do Paredão.
Preterido para compor a chapa majoritária em 2020 e sem clima com grande parte da cúpula do MDB, veio a decisão de sair, e quando indagado pela reportagem sobre essa postura, ele novamente não aliviou o tom que manteve durante todo o ano de 2019.
“Vou sair porque um grupo de um pouco mais de 20 pessoas e que se dizem donos do MDB entendem que mesmo com todo o trabalho de fiscalização que eu fiz nos últimos 7 anos e sendo o vereador mais votado da história do partido, com 1.312 votos, eu ainda assim não devo concorrer para prefeito, escolhendo para meu lugar pessoas que nem numa eleição para vereador teriam sucesso”, falou Macega.
Como PTB, PSDB, Progressistas, PR e PSB já decidiram que tanto Macega quanto Francisco Luçardo e Alex Matos serão submetidos a uma pesquisa de opinião que irá apontar quais serão os nomes da majoritária da provável nova coligação, ele admite que, caso não fique em primeiro ou segundo lugar, poderá não concorrer este ano.
“Me submeteria a essa pesquisa também no MDB e respeitaria caso a comunidade decidisse que não me quer como prefeito ou vice, pois meu compromisso é com a população, portanto se mês que vem quando haverá o levantamento junto à comunidade, se eu não ficar bem posicionado, o que vai acontecer é que não vou concorrer a nada este ano, mas não sairei da política, pois está em mim”, declarou o vereador.




