
Morreu, na noite de sexta-feira (25), aos 62 anos, a jornalista rio-grandina Julieta Amaral. Nascida em 8 de outubro de 1962, Julieta tinha uma carreira no jornalismo de mais de 40 anos. Por cerca de três décadas, trabalhou no Grupo RBS, onde foi repórter, apresentadora e coordenadora do Jornal do Almoço, em Rio Grande.
Segundo a família, Julieta lutava contra um câncer no pâncreas desde 2021. Ela realizava tratamento no setor oncológico do Hospital Mãe de Deus, em Porto Alegre.
O velório da jornalista acontece desde as 9h deste sábado (26), na capela B5 da Funerária da Santa Casa de Rio Grande, e segue até as 15h30 – horário marcado para o sepultamento. Julieta deixa o marido e uma filha.
Formada pela Universidade Católica de Pelotas (UCPel), a trajetória de Julieta no jornalismo começou aos 18 anos, como revisora no Jornal Agora, de Rio Grande. Também colaborou para o Jornal Cassino do Sol, do balneário Cassino. Depois, foi correspondente do Jornal Correio do Povo, de Porto Alegre, antes de ingressar na RBS TV, em 1987. Era considerada um dos nomes mais representativos na luta pela igualdade racial no jornalismo, tendo sido a primeira jornalista negra a apresentar um telejornal no RS.
Após deixar a RBS, em 2015, passou a prestar assessoria de imprensa, além de atuar em causas sociais. Colaborava com diversas entidades, chegando a ser presidente do Lar Maria Carmem e integrar o grupo De Mãos Dadas, de apoio a famílias carentes, ambos de Rio Grande.
A Prefeitura decretou luto oficial de três dias. Em nota, o Executivo “reconhece sua trajetória e externa o mais profundo sentimento de pesar aos familiares”. Colegas de profissão e amigos utilizaram as redes sociais para lamentar a perda, entre eles os jornalistas Cristiano Dalcin, Rosane Marchetti, Marcelo Cosme e Dalcira de Oliveira.



