
Elas são conhecidas pela delicadeza, simpatia e organização no trabalho. Características atribuídas principalmente ao gênero feminino. Nada demais, não fosse a função que exercem. Que o lugar de mulher é onde ela quiser, todos já sabem. Mas elas estão se destacando em um setor que, por muito tempo, foi dominado pelo público masculino, o de motoristas. No setor de transporte, essas particularidades são um diferencial. Tanto que, apesar de ainda serem minoria, ocupam cada vez mais espaço na direção de caminhões, ônibus e táxis. Dessa forma, as mulheres quebram as barreiras de gênero, demonstrando sua habilidade, paixão e competência no ramo.
Um exemplo dessa garra em Jaguarão é a motorista Sharlene Monteiro Moura de Souza, que há um ano dirige um táxi na cidade. Segundo ela, a escolha da profissão se deu pelo fato de não gostar de trabalhar em lugares fechados, e o táxi deu oportunidade de conhecer muitas pessoas e rever outras.
A luta pela igualdade entre gêneros é uma questão de longa data. Os avanços que as mulheres fizeram em pouco tempo são inegáveis, ainda mais quando lembramos que direitos básicos como o de poder trabalhar sem depender da permissão do pai ou do marido ou mesmo de poder votar e se candidatar a cargos públicos foram conquistados a menos de 100 anos. Entretanto, ainda é preciso dar mais passos adiante na busca por igualdade.
A respeito sobre esse tema, a motorista ressaltou que já sofreu preconceitos por ser mulher no volante. “Já passei por essas situações, sim, até das pessoas de idade, mulheres mesmo, de ligarem para o ponto e perguntar se sou mesmo taxista e entrarem no carro e ficar olhando. E no trânsito, claro, têm homens que largam umas estupidezes, mesmo eles errando também, mas a mulher sempre vai ser visada”.



