A Fenadoce, em sua 30ª edição, traz o tema “É tempo de reconstruir”, fazendo alusão às dificuldades enfrentadas pelo Estado durante as enchentes de maio, e tem como seu principal personagem o doce. Mas um espaço que não deixa de ser visitado por quem vai ao evento é o Pavilhão da Agricultura Familiar. Dos 36 municípios participantes, 13 são da região de Pelotas. dentre eles, Morro Redondo, que tem seis representantes.
No espaço existente desde 2015 na Feira, que os agricultores podem mostrar ao público o seu trabalho, desde a sua produção até a transformação em produtos atraentes e saborosos. Neste ano, através da realização da Secretaria Estadual de Desenvolvimento Rural (SEDR) e com apoio da Emater/RS, da Federação dos Trabalhadores na Agricultura no Rio Grande do Sul (Fetag) e da Câmara de Dirigentes Lojistas Pelotas (CDL), estão presentes 70 agroindústrias de 36 municípios do Estado expondo produtos como artesanato em lã, artesanato indígena, doces variados, panificados, embutidos, queijos, mel, sucos, cachaças e vinhos, floriculturas, entre outros, tudo oriundo de agricultores que estão lutando pela reconstrução de suas vidas e de seus meios de produção. “A Feira da Agricultura Familiar da Fenadoce é uma das principais feiras em vendas do Estado. No ano passado foram comercializados R$ 1,6 milhão no pavilhão. A nossa expectativa é de crescimento de vendas. Esse ano, depois de tantas dificuldades como a enchente, a mudança de data e a proximidade da Expointer, tanto pela produção como pela logística, é mais um desafio para as famílias agricultoras que têm as agroindústrias e demais produções”, reconhece Renato Cougo, assistente técnico do Escritório Regional de Pelotas da Emater/RS e um dos organizadores da participação das agroindústrias e demais expositores no evento. Todas pertencem ao Programa Estadual de Agroindústria Familiar (PEAF) e são detentoras do Selo Sabor Gaúcho.
Confira os representantes de Morro Redondo na Fenadoce:
Espaço Ecoar, que trabalha com kokedamas, uma técnica milenar japonesa de arranjos de plantas e incensos naturais, de Carla Viviane Thiel; Cantinho das Plantas, que trabalha com suculentas, cactos e bonsais, de Eleida Rosana Quintana Crizel; Doces João de Barro, que elabora doces de frutas diversos e doce de leite tradicional e com coco, chocolate, morango e café e ambrosia, de Maria Elena Nieves Correa; Embutidos Novack, com linguiça mista defumada, de Andressa Kütter Novack; Granja das Figueiras, que produz galinhas poedeiras livres de gaiolas, de Rudi Nei e Nara Piske; e Laticínios Bem Me Quer, que produz queijos coloniais tradicionais, com orégano, com chimichurri, com salsa e cebola e maturado no vinho, manteiga, iogurte de morango, doce de leite, rapadura de leite e ambrosia, de Andréa Manke Vieira.
Na última sexta-feira (19), quem visitou o espaço foi a presidente da Emater/RS, Mara Helena Saalfeld. “Nessa Fenadoce, a agroindústria familiar, com o apoio da Emater/RS, se destaca pela impressionante qualidade e criatividade dos produtos apresentados. A cada ano traz novas surpresas, evidenciando a dedicação incansável dos agricultores em produzir alimentos que não só alimentam, mas também encantam os visitantes. São sabores tradicionais combinados com inovações que fazem com que os nossos agricultores não só preservem tradições, mas também se destaquem no mercado. Os produtos oferecidos refletem o verdadeiro espírito da agricultura familiar brasileira” elogia Mara Helena. “Nos municípios têm as equipes que estão próximas aos agricultores e assessorando as agroindústrias, o que acaba sendo um diferencial”, completa.
Já no terceiro dia de Feira foi possível observar o bom movimento que a Feira promete. “A gente sempre coloca uma grande expectativa na Fenadoce. Esse ano mais ainda por tudo o que aconteceu e pela mudança de data. Esperamos ter um excelente resultado”, declara Maria Elena Correa, da agroindústria Doces João de Barro.
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