
A batalha travada pela manicure Luana dos Santos Garcia, de 35 anos, e seu marido, o policial militar Alex Sandro Pacheco dos Santos, o Leco, de 47, ambos pinheirenses, começou ainda na gestação da pequena Naomi, agora com oito meses.
Ao conversar por telefone com a reportagem do JTR, a postura firme e necessária para não fraquejar diante de tamanho desafio que envolve a saúde da filha não se manteve durante todos os 15 minutos da entrevista.
Luana se emocionou e, consequentemente, chorou após as demais indagações, o que demonstra o drama que ela e Leco enfrentam desde quando a filha estava sendo gerada, situação que, infelizmente, ainda tem muitos capítulos pela frente.
“Foi uma gravidez extremamente complicada. Tive sangramento, possibilidade muito grande de abortar, fiquei 24 horas em trabalho de parto e sofrendo muito, e acabei necessitando de uma cesariana. Ela nasceu prematura, com apenas 35 semanas e, depois de tudo isso, ainda precisei enfrentar a dor de não puder ficar ao lado da nossa filha, já que não pudemos levá-la para casa, pois, somente na UTI, nosso bebê ficou 19 dias, muito deles, no respirador, e agora, tudo isso”, recorda a manicure.
Luana se refere aos problemas de saúde de Naomi, que levaram o casal pedir ajuda através de uma vakinha on-line, para custear dezenas de exames pelos quais a menina já passou e ainda terá que passar, e que eles não têm condições de custear.
O leite que a filha toma custa R$ 156,00 cada lata e dura no máximo cinco dias. Mas este é só um dos detalhes que preocupam a família que, em 2021, deixou Pinheiro Machado e mudou-se para Teutônia.
“Quando ela tinha apenas três meses, passei a desconfiar que algo estava errado. Insisti junto à pediatra quanto a isso, afinal, a Naomi não sentava, não rolava e não ganhava peso e, como eu já havia sido mãe, vi que aquilo não era normal. Mas a opinião da médica divergia da minha, então fui à luta: conseguimos dinheiro e a levamos em um cardiologista que atestou estenose pulmonar, ou seja: a Naomi tem estreitamento da via de saída dos pulmões, provocando a obstrução do fluxo sanguíneo do ventrículo direito para a artéria pulmonar”, explica.
Era só o princípio da luta para curar a filha. A seguir, novas consultas, todas pagas, entre estas, com uma neurologista pediátrica, uma vez que o Sistema Único de Saúde (SUS) e o IPE Saúde não cobrem este tipo de gasto. Mas não para por aí. “Ela já tem oito meses e pesa apenas seis quilos. O leite, que ela toma apenas 60 ml a cada 3 horas, quando o normal seria 240 ml, e que foi receitado pela gastroenterologista a qual estamos pagando, acionamos o Estado na justiça para que ele pague, mas ainda estamos esperando. Naomi também fez 17 exames diferentes, e destes, apenas três conseguimos sem custo”.
O relato da mãe, que já tem uma filha de nove anos, é interrompido com a pergunta sobre a expectativa quanto ao que vem pela frente. A resposta, que veio após um breve silêncio, resume a extrema preocupação dela e do marido.
“Precisamos de dinheiro para tudo. Para pagar R$ 700,00 do pacote com 10 sessões de fisioterapia, que objetiva estimular o desenvolvimento dela, para o combustível e nos alimentar ao levá-la até Porto Alegre, para as consultas com o neurologista ao custo de outros R$ 700,00 cada. Mas ainda tem a ressonância magnética a ser feita no início de agosto, e que pagaremos pouco mais de R$ 1 mil”, lista Luana.
Porém, os gastos que só estão começando, não param por aí. Ela conclui relatando a mais nova preocupação dela e de Leco: “Nossa filha vai ter que fazer dois exames de investigação genética para que os especialistas possam, se Deus quiser, descartar síndromes. Um custa R$ 682,00, já o outro, que nos preocupa ainda mais, o valor é de R$ 6 mil”.
Apesar disso, Leco diz ter esperança que a comunidade onde eles nasceram e só deixaram em busca de oportunidades profissionais para a esposa, os ajude. E como ele mesmo observou, já está ajudando para que este drama fique no passado.
“Nascemos e crescemos em Pinheiro. Por décadas vivemos nesta cidade que também é nossa, sendo esta, acolhedora e solidária, tanto que alguns comércios já colocaram as chamadas “caixinhas” para arrecadar valores que possam permitir cuidar da saúde de nossa filha. Temos esperanças que nossos amigos continuarão a colaborar para curar a Naomi”, finaliza.
Você pode colaborar com a Vakinha para custeio do tratamento de Naomi:
- Através do link: https://www.vakinha.com.br/4942188;
- Ser redirecionado para a página da Vakinha clicando aqui;
- Ou ainda via Pix, usando a chave: [email protected].



