
Um exame chamado “Painel de Epilepsias Completo” é a esperança de detectar a origem da doença do menino João Gabriel Cruz dos Santos, de 11 anos, morador do Centro de Capão do Leão. O exame – realizado através da saliva – solicitado por um médico neurologista não é disponibilizado pelo Sistema Único de Saúde (SUS), e em clínica particular custa aproximadamente R$ 5 mil, precisando ser enviado a um laboratório, em São Paulo.
A família de João Gabriel não disponibiliza deste valor, mas conta com a ajuda da comunidade leonense, que se uniu para ajudar o menino. A Rádio América FM, emissora comunitária, vem realizando campanhas durante sua programação.
No dia 16 de junho, às 14h, ocorrerá um bingo beneficente no salão da comunidade Santa Tecla e todo o dinheiro arrecadado será destinado ao João Gabriel para a realização do exame. Ele chega a ter oito convulsões diárias e os médicos não conseguem diagnosticar o que vem causando tantas crises convulsivas.
A dona de casa e mãe de Gabriel, Luana Karine Cruz Escoto, de 37 anos, disse que a primeira crise convulsiva aconteceu com quase três anos, mas os médicos acharam que eram crises normais e que havia tratamento. A partir dos cinco e seis anos, as crises começaram a aumentar, com episódios seguidos e mais duradouros sem uma solução pela medicina.
“Além das crises, ele começou a regredir. Voltou a usar fraldas, tomar mamadeira, chupar bico, voltou a ser um bebê. Antes frequentava a escola, agora não quer mais estudar. Só não se esqueceu de ler”, explica a mãe, que tem mais três filhos; José Victor Cruz Escoto, de 19 anos; Ana Carolina Cruz Escoto, de 13 anos; e Maria Eduarda Cruz da Silva, de cinco anos.
Uma das médicas plantonista do Pronto Atendimento Municipal de Capão do Leão (PAM), Regina Laura Dutra, disse que o exame “Painel de Epilepsia Completo”, poderá detectar a causa destas crises convulsivas. Os exames anteriores que Gabriel fez como ressonância, eletro encefalograma, tomografia e outros de metabolismo, todos deram como resultado normal.
“O Gabriel vem apresentando um quadro de crises convulsivas muitas das vezes atípicas e vem sendo investigado, desde 2017, sem se conseguir chegar a um diagnóstico de estabilização total para que haja um tratamento adequado a esse quadro”, disse a médica.
E prosseguiu: “Ele vem apresentando uma regressão no desenvolvimento neurológico e psiquiátrico. Precisamos encontrar uma solução para chegarmos a uma estabilização correta, para que ele possa ter uma vida normal com sua família. Torço para que ele tenha sucesso nesta busca”, explicou a médica Regina Laura, que disse que em momentos de crise, estabilizá-lo naquele momento é a única coisa que a equipe do PAM pode fazer por ele, mas que nunca se sabe por quanto tempo, pois o tratamento dado é paliativo e não definitivo. Interessados em ajudar podem obter outras informações, através do telefone (53) 98477-7847.



