
Durante esta semana, foram retomadas as atividades da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Pronto Socorro (PS) de Pelotas, cujas oitivas tiveram uma pausa em decorrência das enchentes que atingiram a região no último mês.
Conforme o relator da CPI, vereador Jurandir Silva (PSOL), uma primeira reunião aconteceu essa semana, na qual os parlamentares determinaram o compartilhamento dos documentos que foram solicitados ao Poder Executivo e que já chegaram à Câmara Municipal. Entre eles, estavam incluídas as prestações de contas do Pronto Socorro.
Ainda, segundo o relator, a solicitação do envio do relatório do responsável pela auditoria do Poder Executivo já foi encaminhada. E, na semana que vem, Armando Manduca, atual gestor da Beneficência Portuguesa, será a próxima pessoa a depor na CPI.
“Ele será ouvido como testemunha para entendermos melhor o contrato do PS de Pelotas, que foi estabelecido há cerca de 20 anos. De acordo com todos os demais especialistas ouvidos pela CPI, este contrato é ‘estranho’, pois determina algumas questões que não existem em nenhum outro contrato parecido no país”, explicou Silva.
Tendo participado do momento da elaboração do contrato, os responsáveis pela CPI pretendem colher o depoimento de Manduca para entender os motivos que, na época, levaram o município a firmar um acordo neste formato.
“A tendência é que na outra semana, daqui a 15 dias, tenhamos os depoimentos dos investigados, e não mais de testemunhas”, enfatizou o relator.



