Na segunda-feira (8), um perfil criado na rede social X divulgou prints de um suposto grupo de WhatsApp criado por alunos de uma escola estadual de Rio Grande, no qual os participantes (todos meninos, com idades entre 14 e 16 anos), além de referirem-se a colegas com termos difamatórios, alguns deles afirmavam cometer pedofilia. A Polícia Civil, através da Delegacia de Polícia de Proteção à Grupos Vulneráveis (DPPGV), investiga o caso.
Após a repercussão, a direção da escola emitiu uma nota oficial na noite de quarta-feira (10), afirmando que nenhum crime foi cometido nas dependências da instituição de ensino. Com relação aos alunos citados, foi destacado que as “medidas escolares cabíveis estão sendo tomadas”.
A escola também pediu que não sejam reproduzidas notícias falsas “em prol da integridade física da comunidade escolar”. Um jovem, que tem o mesmo nome de um dos supostos participantes do grupo de WhatsApp, teve sua foto divulgada nas redes sociais e sofreu ameaças. A família afirmou que já fez um boletim de ocorrência sobre o fato contextualizando que o jovem não está envolvido no caso.
A delegada do Departamento Estadual de Proteção a Grupos Vulneráveis (DPGV), Alexandra Perez, informou que a direção da escola e os alunos envolvidos estão sendo ouvidos na investigação da Polícia Civil. Não houve registros de boletins de ocorrência de supostas vítimas relacionadas à divulgação dos prints, apenas de ameaças sofridas por um dos adolescentes. A polícia não encontrou provas de que tenha sido cometido o crime de pedofilia.
Após a divulgação das mensagens, entre 30 e 40 pessoas ameaçaram os alunos envolvidos na porta da escola. A Guarda Municipal foi acionada para controlar a situação. O comandante da Guarda Municipal de Rio Grande, Marcelo Fernandez, relatou que procurou a direção da escola para obter mais informações e dispersou os alunos para restaurar a ordem e proteger a vida do adolescente em risco.




