Afirmar algo atualmente tornou-se muito comum, sobretudo porque cada ser humano constrói a sua verdade e esta pode ser baseada na percepção de vida, nos ensinamentos da família, da religião, no discurso político e até nas informações verdadeiras ou falsas obtidas e reproduzidas nas redes sociais.
Dito isso, convido você, leitor(a) a olhar-se no espelho e promover um encontro entre você do passado e você do presente. Os resultados como semelhanças e diferenças, progressos e retrocessos, só você poderá identificar. Já no contexto da sociedade, algumas análises ganham importância.
Citei Cristo como um exemplo, um modelo que todos falam, mas poucos ou quase ninguém é semelhante. Falando de modelo, desde o advento do capitalismo a construção de um modelo de homem ou de mulher, ambos consumidores, sempre esteve presente na sociedade e para tratarmos disso vale lembrar do tipo ideal de Max Weber.
O capitalismo, numa espécie de conjunção com a sociedade, impõe ao conjunto de pessoas de uma sociedade um modelo ideal, sendo assim as pessoas lutam para ser e desempenhar o papel de pai ou de mãe ideal, de filhos ideais, de profissionais ideais, de homens e mulheres ideais, aceitando e legitimando tais modelos.
A sociedade os cria, nós aceitamos e a partir de então começa a luta. Uma briga interior em que o modelo quer te despersonalizar, quer dizer como você tem que ser, a partir das pressões da sociedade, do grupo de trabalho, do círculo de amigos, do discurso político e até mesmo da família e da religião.
Eis o grande problema! Você, conflitando com tudo aquilo que você naturalmente não é, mas está tentando ser. Não existe um manual de como ser o que não sou.
As redes sociais atuam dia e noite, de todas as formas, para moldar comportamentos. A diferença entre o passado e o presente são as ferramentas. No passado, as revistas de moda, os jornais e outros meios de comunicação atuavam da mesma forma.
Por que um ser humano para ser considerado lindo tem que ter um padrão corporal?
Linda é toda pessoa, mulher ou homem, que distribui carinho e amor a quem dela se aproxima, a pessoa que é natural e verdadeira, que manifesta a felicidade com as conquistas dos outros, é quem demonstra que o abraço é o melhor lugar do mundo.
A pressão por este modelo padrão, do qual todos querem fazer parte, fomenta a divisão entre ricos e pobres, magros e gordos, negros e brancos, direita e esquerda. Você é um modelo único e original! Permita que as pessoas gostem de você do jeito que você é, e aprenda a gostar delas do jeito que são, caso contrário cabe a pergunta: você gosta da pessoa ou de um modelo que a sociedade define como ideal que gosta das mesmas coisa que você?
Não se permita viver sob pressão a ponto de transformar seu comportamento ou até mesmo seu corpo.
Desejo um Feliz Natal a todos aos leitores e leitoras do Jornal Tradição Regional em especial àqueles que acompanham a coluna Ponto e Vírgula.
Aos nossos parceiros comerciais, “Lotérica Casa Maria, empréstimos consignados com garantia da Caixa Federal”, “Vida Card – o cartão de Saúde que cuida mais de você”, e “Fronteira Mix, a sua nova loja no bairro Fragata”, um agradecimento especial por acreditarem na permanência do modelo de jornal impresso com informações e opiniões que contribuem para a construção de uma sociedade mais bem informada, por consequência mais qualificada para tomada de decisões.
Sérgio Corrêa
Colunista do Jornal Tradição Regional (coluna Ponto e Vírgula) e apresentador do programa Hora Marcada, Rádio Tupanci, Pelotas.




