Piratini: Funcionária pública volta a pedir ajuda da comunidade ao enfrentar o câncer pela segunda vez no ano

Ao enfrentar a doença pela segunda vez no memso ano, Maristela volta a pedir ajuda da comunidade. Foto: Nael Rosa/JTR)

Depois de extrair um tumor que surgiu na tireoide, o que aconteceu em novembro desse ano e só foi possível graças à ajuda da população que doou metade do valor da cirurgia, R$ 10 mil, a funcionária pública municipal, Maristela Rosa Rodrigues, de 58 anos, volta a enfrentar o medo causado às pessoas que são acometidas pelo câncer pela segunda vez.

Agora ela apela outra vez à solidariedade de todos para levantar outros R$ 12 mil, quantia necessária para fazer um exame para detectar se o linfonodo, que também apareceu no pescoço, causou metástase, e ainda para custear a implantação de um cateter no peito para a aplicação da medicação que faz parte da quimioterapia.

“O exame para saber se dessa vez tem metástase, ou seja, se a doença se espalhou para outros órgãos, custa R$ 10 mil. Já o cateter, mais R$ 2 mil, e tenho que colocá-lo, pois fazer a quimioterapia através das veias é perigoso segundo os médicos”, explicou Maristela, que revelou sentir vergonha em ter que apelar a terceiros novamente, mas que não vê outra saída diante da gravidade dessa doença.

“Pedir ajuda não tem sido fácil. Há sim a questão da vergonha. Mas fazer o quê? Os R$ 10 mil que consegui para a primeira cirurgia não foram suficientes. Então, a outra metade, foi levantada graças a um empréstimo bancário feito em 12 vezes de R$ 500, o que por um ano vai comprometer grande parte do meu salário. Então, estou me expondo novamente, já que infelizmente, eu e minha família já não temos mais de onde tirar dinheiro e tenho muito medo do que pode acontecer”.

Ela também está preocupada com o valor da medicação que precisa tomar e que custa atualmente, R$ 500 por mês, o que deixa ela e os demais familiares apreensivos em relação ao futuro.

“A retirada de um tumor já foi caríssimo e não foi possível fazer pelo IPE. Pelo SUS [Sistema Único de Saúde] tem a questão da espera, tempo que não tenho. Agora, me preocupo também com o custo dos remédios. Enfim, não me resta outra saída a não ser tornar a pedir ajuda”, apela Maristela, que conclui: “A quem já me estendeu a mão na primeira vez, minha gratidão. A quem vai me ajudar agora, também meu muito obrigado! Já para quem não conseguir doar qualquer valor, peço que destinem a mim suas orações, importante para que eu mantenha a minha fé, tão necessária em momentos complicados que tenho enfrentado diante dessa doença”.

Para quem quiser ajudar, as  chaves Pix são as seguintes:  [email protected]e 53991792605,  esta última, em nome da filha de Maristela, Giselem de Cássia Rodrigues Bandeira.