Na madrugada do último domingo (8), um veículo se chocou contra o abrigo dos taxistas de Piratini, localizado na avenida Maurício Cardoso, ocasionando a destruição parcial. Por haver o risco de desabamento, a Prefeitura interditou o local.
Conforme o prefeito Vitor Ivan Gonçalves Rodrigues, o Vitão (PDT), não está assegurada a reconstrução. Segundo ele, quem causou o dano será responsabilizado e pagará o estrago, porém os possíveis reparos necessários dependerão não só de uma avaliação e parecer técnico, mas também da atual situação jurídica, uma vez que esse abrigo está entre os itens alvo de uma Ação Civil Pública do qual é autor o Ministério Público, que quer a extinção do abrigo por estar nos limites do Centro Histórico.
“Inicialmente, pretendemos reconstruir, mas vamos analisar isso com cuidado, pois embora não seja a nossa vontade pessoal, agiremos pelo que a lei determina. Precisamos cumprir as resoluções do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado (Iphae). Vamos olhar essa situação com responsabilidade, já que pode ocorrer de realizarmos a reconstrução e logo a seguir ter que demoli-lo, o que seria um mau uso do dinheiro público”, explicou o prefeito.
Diante desta posição, Daniel Quevedo, um dos representantes dos taxistas, se mostrou preocupado. “Nossa preocupação é como ficaremos se esse impasse com a Justiça e o Iphae durar anos. Expostos ao sol, o que deixa a estrutura interna dos táxis muito quente e prejudica os clientes quando embarcam?”, indaga o profissional, salientando que eles precisam do abrigo para poder prestar um serviço com responsabilidade à população.
“Nossa classe precisa ser vista com mais carinho e não com o descaso total com o qual estamos sendo tratado há meses”, concluiu o taxista.




