Rio Grande apresenta desaceleração na taxa de contaminação por Covid-19, aponta estudo da Furg

Foto: Altemir Vianna/ FURG
Uma análise desenvolvida por pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande (Furg) através do Projeto Exactum, do Instituto de Matemática, Estatística e Física (Imef), indica a desaceleração da contaminação por Covid-19 em Rio Grande. A cidade de Pelotas, entretanto, apresenta crescimento com aceleração positiva. Segundo os dados coletados até 25 de setembro, o Índice de Reprodução Basal (R) das cidades era de R0=0,69 e R0=1,09, respectivamente. A taxa acima de 1 aponta a aceleração da contaminação. Ou seja, 100 pessoas contaminadas em Pelotas propagam o vírus para outras 109, enquanto em Rio Grande 100 pessoas disseminam o vírus para outras 69.
 
A projeção é de que Pelotas passará de 45.973 casos confirmados até 25 de setembro para 46.778 em 15 de outubro. Rio Grande passará de 20.161 casos para 20.280, no mesmo período. Segundo os pesquisadores, as previsões podem se confirmar caso não haja mudança nas situações atuais dos municípios, principalmente relacionadas ao isolamento social e ao ritmo da vacinação. Eles destacam que esperam que a tendência de crescimento acelerado em Pelotas seja revertida nas  próximas  duas  semanas,  em  razão  da  ampliação  da  população  com  vacinação completa.Análise

O estudo abrange geograficamente todo o RS, com o monitoramento de 12 cidades. Bagé, Canoas, Caxias do Sul, Passo Fundo, Pelotas, Porto Alegre, Rio Grande, Santa Maria, Santa Rosa, Santana do Livramento, São Borja e Uruguaiana fazem parte da pesquisa, que desde fevereiro deste ano monitora a situação da pandemia. A média ponderada, com relação à população, do índice nas 12 cidades é de R0=0,95. A razão para o índice estar menor do que 1 é o avanço da vacinação

no RS. Os dados coletados no dia 26 de setembro apontam que 60,1% da população adulta do RS está com o esquema vacinal completo. Porém, com relação à população residente, o percentual cai para 46,9%.

O professor Sebastião Gomes, do Imef, destaca a importância da colaboração dos pesquisadores Paulo Victor Lisbôa e Joice Marques, que atuam nas atualizações do site do Exactum. Ele salienta também o trabalho dos alunos Marina Rocha, Ana Luíza Arcanjo e Lucas Rosa, que auxiliam na obtenção e organização dos dados reais utilizados no simulador Simcovid 2.1.

Simcovid

O simulador para análise e previsão da evolução da pandemia de Covid-19 foi desenvolvido por pesquisadores do Instituto Federal do Rio Grande do Sul (IFRS) e da Furg. De forma gratuita, os usuários podem realizar simulações específicas de cidades e regiões, a partir de parâmetros inseridos na interface gráfica do software, como número de habitantes, de casos confirmados, de recuperados e de óbitos. Os resultados são apresentados na forma de dados e gráficos. A versão 2.1 do Simcovid pode ser baixada neste link.

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