Rio Grande celebra Semana de Orientação e Conscientização sobre as Pessoas com Síndrome de Down

(Foto: Divulgação)

A especialista em Educação Especial e Inclusiva, Eliane Dalle se considera uma entusiasta e comprometida com os amigos com Síndrome de Down (T21). Ela lembra que a data de celebração iniciou em 2006, cujo “objetivo era e é dar visibilidade e oferecer informação correta sobre pessoas com essa condição genética, pois, durante muitos anos, foram segregadas e reduzidas a núcleos e, muitas vezes, por falta de informações, consideradas doentes e incapazes”.

No Rio Grande Sul, há cinco anos se celebra a Semana Estadual de Orientação e Conscientização sobre as Pessoas com Síndrome de Down. O município do Rio Grande já possui Lei Municipal sobre a Semana. Tanto estadual como municipal, a Semana compreende de 21 a 28 de março, quando se tem a mobilização de famílias, grupos, associações e instituições para orientar e conscientizar sobre o assunto.

Na Prefeitura, a secretária de município da Saúde (SMS), Zelionara Branco afirma que a pessoa que tem Síndrome de Down não tem uma doença, “tem uma condição”. Para ela, essa pessoa tem diferenças físicas, intelectuais e de desenvolvimento, mas “é uma pessoa que está dentro da nossa sociedade e convive conosco, que merece toda nossa atenção e respeito e precisamos, sim, falar como lidar com elas, como incluí-las no nosso dia a dia, como nós as educamos e cuidamos delas”.

A Síndrome de Dons é mais uma área que compõe o Programa Municipal de Atenção à Saúde da Pessoa com Deficiência, conforme explica o gerente desse programa na SMS, José Daniel Matos da Silva. Esse ano, devido à pandemia, as atividades para celebrar a data foram reduzidas. Algumas Lives foram organizadas para abordar o tema. Uma delas foi com a psicopedagoga e especialista em T21, Marilene Silva. A transmissão dia 25 tratou sobre as oportunidades para Pessoas com Síndrome de Down.

Romper barreiras

Um dos objetivos principais do Dia Internacional da Pessoa com Síndrome de Down, na opinião de Eliane Dalle, é romper a barreira da desinformação que aumenta o capacitismo (preconceito), limitando as possibilidades e oportunidades. “Pessoas com Síndrome de Down são capazes de aprender, se comunicar, e exercer sua capacidade civil, mas para isso ser pleno é necessário que a sociedade esteja ‘aberta’ a ouvir, dialogar e oportunizar”.

Ao acreditar numa quebra de paradigma, a especialista avalia que, “hoje, já temos jovens pelo Rio Grande do Sul com moradia independente, palestrando, concorrendo a eleições municipais, ocupando cadeira de suplente de vereador, casadas e ativas no mercado de trabalho”.

Eliane acrescenta que já houve avanços e lembra que a Síndrome de Down não resume uma pessoa: “Ela (pessoa) é igual a todos nós, com sonhos, sentimentos, expectativas e frustrações. Não são anjos ou especiais, são pessoas”.

A data

O 21 de março é considerado o Dia Internacional das Pessoas com Síndrome de Down. A nomenclatura “Down” é uma homenagem ao médico pediatra John Langdon Down, que descobriu a alteração genética no Cromossomo 21. Chama-se, também, de Pessoas com Trissomia 21, pois a principal característica genética das Pessoas com Síndrome de Down é ter a presença de um cromossomo a mais no par 21. Ou seja, ao invés da pessoa nascer com duas cópias do cromossomo 21, ela nasce com três cópias, isto é, um cromossomo número 21 a mais em todas as células. Isso é uma ocorrência genética e não uma doença.

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