Azonasul avalia com cautela lançamento do PAC 3

Presidente da Azonasul, Marco Antonio Barbosa (União) celebra os recursos destinados pelo programa, mas destaca que algumas demandas não foram atendidas. (Foto: Divulgação)

O anúncio do governo federal que o novo Programa de Aceleração de crescimento (PAC) investirá R$ 1,68 trilhão nos próximos anos, sendo que R$ 75,6 bilhões serão destinados ao Rio Grande do Sul renovou as esperanças dos gestores da Associação dos Municípios da Zona Sul (Azonasul), especialmente com a confirmação das obras de duplicação da BR 116, trecho sul, entre Guaíba e Pelotas.

Conforme o presidente da entidade que representa os prefeitos, Marco Antonio Barbosa (União), prefeito do Chuí, os investimentos para a construção de moradias, através do Programa Minha Casa Minha Vida também serão importantes, mas, na opinião de Barbosa, algumas obras estruturantes para a zona sul não foram mencionadas na lista de prioridades: é o caso, segundo ele, do Lote 04, da BR 392, que liga ao Porto de Rio Grande, bem como, os investimentos para a consolidação da Hidrovia Brasil-Uruguai, através das lagoas dos Patos e Mirim, que é um modal de transporte importante, mais barato e seguro.

“Nada disso entrou e, mais uma vez, vamos seguir buscando alternativas para que essas obras saiam do papel e não fiquem nas promessas de campanhas”, disse.

Eólicas

A região vai buscar a habilitação dos projetos para a instalação de novos parques eólicos nas localidades onde já foram feitas as medições e estão com as devidas licenças, como é o caso de Piratini. “Vamos buscar esses R$ 12,3 bilhões, anunciados para a produção de energia por meio de fontes renováveis, para viabilizar esses projetos”, adiantou.

Confira os demais investimentos para o Rio Grande do Sul

• R$ 2,8 bilhões para disponibilizar internet a todas as escolas públicas e unidades de saúde, além de expandir cobertura de internet móvel a rodovias e regiões remotas.
• R$ 1,4 bilhão deve ser destinado para a construção de unidades básicas de saúde, policlínicas, maternidades e aquisição de ambulâncias, bem como para o reforço da estrutura de telessaúde.
• R$ 15,2 bilhões devem ser usados para a construção de creches, escolas de tempo integral e expansão de institutos e universidades federais.
• R$ 400 milhões para espaços de cultura, esporte e lazer
• R$ 14,3 bilhões para moradias do Minha Casa, Minha Vida.
• R$ 2,5 bilhões serão investidos em sistemas de tratamento de água.
• R$ 16,2 bilhões para rodovias, ferrovias, portos, aeroportos e hidrovias.
• R$ 10,6 bilhões para Defesa Nacional

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