Mais equipes são enviadas para combate a incêndio na Estação Ecológica do Taim

Cerca de 60 servidores foram mobilizados para combater o incêndio que se alastra desde a segunda-feira (15). (Foto: Divulgação/Mayangdi Inzaulgarat)

A Estação Ecológica do Taim está sendo atingida por um incêndio provocado por um raio que caiu próximo à BR-471, que liga ao Uruguai, no município de Santa Vitória do Palmar. O sinistro teve início na segunda-feira (12) e, desde então, há mobilização para conter as chamas. Estima-se que a área atingida já é de 2.531,86 hectares.

Na tarde desta quinta-feira (15), a Secretaria da Segurança Pública (SSP) determinou o deslocamento de 40 servidores da Academia de Bombeiros Militar e duas equipes, compostas por oito militares da Força de Resposta Rápida (FR2) e do Corpo de Bombeiros Militar (CBMRS), para prestar auxílio aos brigadistas do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) que atuam no combate ao incêndio.

Os bombeiros militares também poderão contar com o reforço de aeronaves da Brigada Militar e Polícia Civil, para trabalhar na contenção das chamas que atingem uma das principais áreas ambientais do país. Cerca de 60 servidores foram mobilizados para combater o incêndio. Um quartel de campanha será montado para coordenar a operação. Segundo a SSP, as equipes permanecerão na reserva enquanto houver necessidade de apoio para conter as chamas.

A equipe do ICMBio monitorou que o fogo está atingindo a parte seca da vegetação e não vai atingir as raízes que estão protegidas pela umidade ainda existente no solo, o que deve permitir uma rápida recuperação das plantas. O ICMBio ainda constatou que há “ilhas” de refúgio para fauna. Os ventos agora estão virando na direção nordeste. Há outra linha de fogo, com 10km de comprimento, atingindo a margem leste do banhado e se estende, em diagonal, à outra margem. Como trata-se de uma área de banhado, o fogo é combatido nos flancos, com o objetivo de não entrar em propriedades vizinhas.

A Estação Ecológica possui uma área de 32,8 mil hectares, entre Santa Vitória do Palmar e Rio Grande, possuindo 30 espécies de mamíferos e mais de 230 espécies de aves, sendo protegida por lei desde 1986.

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