Pandemia e felicidade

Por Otávio Avendano

Querido leitor:

Na minha geração, acho que não presenciei uma fase tão forte e impactante quanto a deste ano, marcado por uma pandemia de enormes reprecussões nos âmbitos de saúde, políticos e econômicos. Então, emoções como medo, abandono, desesperança, acabam atingindo vários de nós. E lidar consigo mesmo, em isolamento, é um desafio imenso.

Cada um de nós se vê atingido de uma forma particular. Alguns lidam com a dificuldade financeira, outros, com a perda de um ser amado, outros ainda com o desemprego ou até mesmo com a depressão. Tais situações caracterizam o que poderíamos chamar de “crise”.

Aliás, nunca vivemos uma crise de tantos valores ao mesmo tempo. Vivemos uma crise de valores familiares, econômica, política…e a crise não é, nada mais, nada menos, que um intervalo entre os modelos que não nos servem mais e aqueles que ainda não foram criados.

No meio dessa crise sem precedentes, ainda enfrentamos uma pandemia. E nunca fomos obrigados a olhar de frente sobre a fragilidade da vida humana, sobre a imortalidade da alma e sobre uma inteligência sobre humana que nos pode dar um suporte emocional muito importante.

Ao mesmo tempo, em todas as dificuldades por que o mundo passou, sempre ficamos, posteriormente, mais fortes, mesmo com alguns resultados negativos.

Guerras, conflitos e pandemias tendem a apressar o progresso da humanidade. É de notar que em todas as épocas da história, às grandes crisese sociais se seguiu uma era de progresso.

O enfrentamento de uma pandemia e de um ano tão duro nos podem dar ocasião de exercitar a inteligência e acreditar nas ciências, de demonstrar paciência e resignação ante situações que momentaneamente não podemos modificar e principalmente, o de oferecer ensejo de manifestar sentimentos de abnegação, de desinteresse e de amor ao próximo, quando não lhe domina o egoísmo.

As mulheres, antes da primeira guerra, ocupavam os menores cargos de trabalho. Mas, durante a primeira guerra, elas ocupam todo o espaço de trabalho, enquanto os homens vão à guerra. Depois da guerra, adquiriram o direito ao voto. E vem nos anos 20 o Jazz, o Romance, simbolizado pela obra “O Grande Gatsby”.

Após a Peste Negra, veio o Renascimeto. Após a Revolução Francesa, surgiu a moda. Quem não foi decapitado, pendurou tudo o que tinha no pescoço.

A proposta que fica nestes dias que antecedem o ano vindouro é o de ressignificar todas as dores para construirmos o “homem novo”, que atravessou o simbólico deserto dos escritos bíblicos e que terminou a travessia mais forte e, quem sabe, preparado para criar os novos modelos que darão fim às crises.

E personificaremos, assim, a canção que nos deixa a mensagem de que “cada um de nós compõe a sua história e cada ser em si carrega  o dom de ser capaz de ser feliz”.

Otávio Avendano é educador, palestrante, formador de círculos de construção de paz e influenciador digital.

Instagram @otavioavendano

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