Inteligência artificial aprende a jogar Atari e supera humanos

Foto: Divulgação

Quem cresceu durante a década de 1980 certamente deve ter passado horas a fio em frente à televisão jogando títulos como Pitfall, Space Invaders, Donkey Kong e Pac-man em seu Atari 2600 – um verdadeiro clássico dos videogames. Com isso, é provável que muitos também tenham se frustrado por não conseguir completar os desafios propostos por esses games. Uma tarefa extremamente difícil para humanos, mas que foi realizada facilmente por uma inteligência artificial.

A Agen57, como ficou conhecida, conseguiu zerar com pontuação máxima todos os 57 jogos lançados para o Atari 2600. Em todos os casos, a máquina atingiu um número de pontos superior à média que um jogador humano alcançaria, tornando-se a primeira inteligência artificial já criada a superar o desempenho de um usuário típico. Há casos, inclusive, em que a inteligência artificial simplesmente ganharia de lavada, como nos clássicos Pitfall, Montezuma’s Revenge, Solaris e Skiing.

Isso não quer dizer, no entanto, que uma máquina é capaz de superar o homem em qualquer jogo. O poker, por exemplo, exige uma série de habilidade como o instinto de estratégia e a capacidade de blefar, que faltam a máquina. É justamente por essa razão que os sites que oferecem salas online deste esporte da mente preferem criar ambientes em que as disputas ocorrem entre competidores reais – algo que os próprios usuários também preferem, conforme indicam as opiniões sobre Pokerstars Brasil – uma das principais plataformas do mercado nacional.

Objetivos do projeto

Para compreender melhor quais os objetivos do projeto, é necessário ter em mente que os jogos são uma boa forma de expandir os limites de uma inteligência artificial. Isso porque, enquanto joga, a máquina aprende a resolver problemas que, mais tarde, podem ser aplicados em outras situações para além do cenário dos jogos.

Títulos como Pitfall e Montezuma’s Revenge, por exemplo, fazem com que a inteligência artificial precise analisar diversos cenários e escolher uma solução que a faça conquistar o maior número de pontos. Já em Solaris e Skiing outras habilidades eram solicitadas, como maior agilidade de movimentos e mudanças de rumo constantes.

Ainda que os resultados do projeto tenham sido impressionantes, é necessário salientar que a Agent57 permanece atrás dos humanos em, ao menos, um quesito: versatilidade. Isso porque a máquina consegue pontuações excelentes em todos os 57 jogos do Atari 2600, no entanto, só é capaz de apresentar essa excelência em um jogo de cada vez.

AlphaGo derrota campeão mundial de Go

A Agent57 foi criada pela DeepMind, empresa do Reino Unido vinculada à Google e especializada em inteligências virtuais. E essa não foi sequer a primeira vez que uma das máquinas projetadas por essa gigante da tecnologia conseguiu superar a capacidade humana em jogos.

Em 2016, a AlphaGo, mais uma das criações da empresa, derrotou o campeão mundial de Go – jogo de tabuleiro chinês milenar. O dezoito vezes campeão mundial, Lee Sedol, não foi páreo para a máquina, que o derrotou em quatro das cinco partidas que disputaram.

Em entrevista, Lee falou sobre a experiência e ressaltou que a AlphaGo realizou movimentos que nenhum ser humano seria capaz de fazer.

“Para a surpresa de todos, incluindo a nossa, o AlphaGo ganhou quatro dos cinco jogos. Os comentaristas notaram que o AlphaGo fez muitos movimentos sem precedentes, criativos e até ‘bonitos’. Baseado nos nossos dados, a jogada ousada número 37 do AlphaGo no Jogo 2 tinha uma chance de 1 em 10 mil de ser feita por um humano”, afirmou.

Já os responsáveis pela AlphaGo explicaram que seu trabalho não é simplesmente criar máquinas capazes de vencer humanos em jogos, mas estimular a capacidade da inteligência artificial de aprender sozinha. Com isso, esperam que a ferramenta se torne útil na resolução de problemas reais enfrentados pela humanidade, a exemplo das consequências das mudanças climáticas.

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