Ebserh lança editais do PIT e PIC estimulando inclusão e diversidade com sistema de cotas

A vaga implica na operação de máquinas rodoviárias, agrícolas, tratores e equipamentos móveis. (Foto: Freepik)

Foram lançados os editais dos Programas de Iniciação Científica (PIC) e Tecnológica (PIT). A iniciativa da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), em parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), oferece 615 vagas (369 para PIC e 246 para PIT) para estudantes de graduação que desejam participar de projetos que envolvem ensino, pesquisa e inovação nos hospitais universitários federais administrados pela Rede Ebserh.

Em ambas as iniciativas, as bolsas dos graduandos selecionados terão a vigência de 12 meses. Ao total, o investimento da Ebserh nas iniciativas é de aproximadamente R$ 5,4 milhões.

Neste ano, 164 bolsas do PIC e 123 do PIT serão direcionadas a ações afirmativas. Dentro do percentual, estão os candidatos com renda familiar bruta inferior a um salário-mínimo (RF), Pessoas Negras ou Pardas (PNP), Pessoas com Deficiência (PCD), Pessoas Indígenas (PI), Pessoas Quilombolas (PQ), e que tenham cursado integralmente o ensino médio em escola pública.

Outra novidade do processo é a publicação de editais centralizados para os programas, elaborados pela sede da Ebserh. Haverá um edital único para cada programa, válido para todos os hospitais da rede. As seleções dos bolsistas continuam a cargo dessas unidades.

O HU-Furg terá 15 vagas, nove de Iniciação Científica, sendo cinco para Ampla Concorrência e quatro para Ações Afirmativas e seis de Iniciação Tecnológica, três para Ampla Concorrência e três para Ações Afirmativas, para acadêmicos regularmente matriculados em cursos de graduação da Universidade do Rio Grande, no valor de R$ 700,00 mensais e duração de 12 meses.

“Os Programas de Iniciação Científica e Iniciação Tecnológica são um grande incentivo à pesquisa e inovação, assim como a aproximação entre Hospital Universitário e Academia, proporcionando uma formação acadêmica aos estudantes”, ressalta o Chefe do Setor de Pesquisa e Inovação Tecnológica em Saúde, Luís Fernando Guerreiro.
Para a Gerente de Ensino e Pesquisa do HU-FURG/Ebserh, professora Marilice Magroski Gomes da Costa “os Programas de Iniciação Científica e Tecnológica desempenham um papel vital ao incentivar a pesquisa e inovação, promovendo avanços na ciência e contribuindo para a formação acadêmica de profissionais comprometidos com a excelência e a inovação no cuidado à saúde”.

As propostas deverão ser enviadas por pesquisadores com título de doutor, que participem de projetos de pesquisa formalizados na Gerência de Ensino e Pesquisa (GEP) e ativos no HU-Furg/Ebserh, preenchendo os requisitos descritos no edital.
O período de inscrição estará aberto até 19 de julho e o resultado previsto para dia 20 de agosto.

O edital completo pode ser encontrado no site https://www.gov.br/ebserh/pt-br/hospitais-universitarios/regiao-sul/hu-furg/ensino-e-pesquisa/editais

Links para as Inscrições:

Programa de Iniciação Científica:
Formulário para inscrição de ORIENTADOR: https://forms.office.com/r/ckAuGa42nS
Formulário para inscrição de BOLSISTA: https://forms.office.com/r/YiyrPjzPJB

Programa de Iniciação Tecnológica:
Formulário para inscrição de ORIENTADOR: https://forms.office.com/r/ckAuGa42nS
Formulário para inscrição: https://forms.office.com/r/YiyrPjzPJB

Objetivos

Dentre os objetivos do PIT e do PIC, estão a promoção do contato de estudantes de graduação com técnicas e métodos científicos/tecnológicos aplicados à área da saúde, além do estímulo ao desenvolvimento pessoal, profissional e o pensamento crítico do aluno, que será orientado por um pesquisador(a) experiente e atuante em sua área do conhecimento.

Ambos os programas enfatizam a contribuição para a formação científica e tecnológica de recursos humanos entre os beneficiários de políticas de ações afirmativas; a ampliação do acesso e a integração desses estudantes à cultura científica e tecnológica, além do fortalecimento das políticas afirmativas nas instituições públicas.

Inclusão e diversidade em números

Promulgada em 2012, a lei nº 12.711 é conhecida com a lei das cotas, e dispõe sobre o ingresso de estudantes que tenham cursado integralmente o ensino médio em escolas públicas. O documento determina que 50% das vagas deverão ser reservadas aos alunos membro de famílias cuja renda per capita seja igual ou inferior a 1 (um) salário-mínimo. Ao aplicar esta mesma proporção, os editais do PIC e PIT mostram-se atentos a esta política.

O sistema de cotas, após quase 12 anos, permitiu que o número de ingressos no ensino superior da Rede Federal saltasse de 40 mil estudantes em 2012 para 108 mil em 2022. Dados do Governo Federal indicam que, por exemplo, sem as subcotas étnico-raciais, o número de graduandos pretos, pardos ou indígenas seria, em 2019, de 19 mil, e, graças a essa modalidade, 55 mil estudantes passaram a cursar o ensino superior.

Neste mesmo ano, 45 mil estudantes de baixa renda iniciaram graduações na Rede Federal. Sem as cotas, a quantidade seria reduzida para pouco mais de um terço, 19 mil. Quando se considera pessoas com deficiência, o sistema tornou possível que 6,8 mil PCDs ingressassem nas instituições de ensino federais. Do contrário, seriam apenas 66 pessoas, ou seja, 1% do total.

Inclusão fomenta diversidade. É o que resume a diretora de Ensino, Pesquisa e Inovação, Cristiane Melo, que ressalta esse primeiro conceito, ao explicar que o uso de cotas já é utilizado no Exame Nacional de Residência Médica (Enare) e, ao fazê-lo no PIC e PIT, permite agregar uma parcela estudantil desfavorecida. “O grande intuito é fazer com que os projetos e processos de estímulo à pesquisa estejam acessíveis a um público diversificado e que muitas vezes não participa desses processos de iniciação científica ou tecnológica, para que eles falem um pouco mais e melhor, trazendo à tona outras visões de mundo e o respeito às diferenças. Enquanto Ebserh, quanto mais pudermos incluir as pessoas, estaremos fazendo isso em todos os projetos que ela se coloca a realizar nas suas unidades hospitalares e na sede”, concluiu.

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