Transporte de animais – cães e gatos

Seja por lazer ou por compromissos pessoais/profissionais, é comum que as pessoas necessitem viajar utilizando os serviços de ônibus intermunicipais. Hoje em dia, a abrangência de localidades disponível por dezenas de empresas é enorme, tanto de forma direta como também passando por cidades e localidades do interior, atendendo a população urbana e rural. Porém, mesmo estando estabelecidas, as regras para transportes de animais parecem não estar claras para a população – e também para quem trabalha nisso.

A legislação pertinente abrange tanto o transporte por veículos terrestres, aéreos e aquáticos. Basicamente, o animal necessita estar acomodado em caixa de transporte regular para seu peso, ter a vacinação em dia (comprovada por meio de carteira de vacinação assinada por médico veterinário) e o proprietário precisa apresentar atestado emitido pelo profissional, confirmando que o animal está em boas condições, comprovando a sanidade do pet. Esse atestado tem validade de 15 dias.

Importante salientar que a empresa deve cobrar o proprietário por valor adicional de transporte de animal, e não por peso do animal. Essa prática ainda é erroneamente empregada por algumas empresas. Outro ponto relevante é que animais de até 8 quilos de peso podem ser levados, desde que acondicionados em caixa de transporte, na cabine de passageiros. Há funcionários que ainda exigem que o animal esteja “anestesiado”, proibindo o transporte de pets caso contrário. Isso é completamente errôneo e pode induzir o proprietário a utilizar fármacos que, quando utilizados de forma indevida e sem o acompanhamento de veterinário, podem inclusive levar à morte do animal. Anestesiar e sedar animais não são práticas comuns e devem ser feitas apenas por profissionais, com o devido acompanhamento clínico.

Por fim, em viagens com mais de 12 horas de duração, a empresa deve oferecer paradas para o animal fazer suas necessidades e caminhar. Além disso, nesses casos, o animal pode ser tirado da caixa de transporte, desde que não haja incômodo aos demais passageiros. Para todos os fins, cães-guias são permitidos por lei e tem acesso livre junto ao seu proprietário, quando devidamente identificado como deficiente visual, sem necessitar de acondicionamento em caixa de transporte.

Na próxima coluna, será abordado o complexo tema acerca do transporte de animais de produção.

Dica veterinária da semana
Animais desacostumados com viagens podem apresentar desconforto chamado cinetose – o enjoo causado pelo movimento. Medicamentos à base de metoclopramida ajudam a diminuir esses sintomas. Consulte seu veterinário para saber a dosagem e a forma de aplicação no seu animal, além da necessidade da utilização antes de viagem agendada.

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