Sensação de estômago cheio, câncer de pulmão e glicose

Hospital Miguel Piltcher.

A SENSAÇÃO DE ESTAR COM O ESTÔMAGO CHEIO

O inchaço ou distensão é um aumento visível no tamanho do abdômen. A barriga parece cheia e isso gera incômodo. Além da alteração física evidente, o inchaço abdominal pode vir acompanhado de dor de barriga, desconforto ou ruídos. Por trás dessa condição tão comum, pode haver muitas causas. Algumas são fáceis de gerenciar e, para acabar com o problema, basta fazer algumas mudanças na alimentação. Outras são mais complexas e podem variar de problemas no sistema imunológico a até serem indícios de um tipo de câncer.

A razão mais comum para o inchaço é ter muitos gases no intestino, a segunda causa mais comum de sensação de inchaço é a constipação, algo que pode passar despercebido porque não se trata apenas de evacuar menos. E tudo isso pode contribuir para que haja dores abdominais e inchaço. Porque quanto mais tempo as fezes ficam sem sair, mais chances as bactérias têm de fermentar e, portanto, de criar mais gases e inchaço.

Alguns dos suspeitos habituais por trás do inchaço são geralmente alimentos que contêm lactose, frutose e carboidratos, como trigo e leguminosas. Se você ainda não sabe por que se sente inchado, é importante fazer primeiro pequenas mudanças para ir descartando as causas.
O recomendável é a prática de exercícios regulares para melhorar a digestão e massagear o estômago da direita para a esquerda para liberar o ar preso, se a causa for gases. No caso de constipação, comer alimentos ricos em fibras, como frutas, legumes e verduras, e beber muita água pode ajudar. Se o inchaço abdominal aparecer junto a outros sintomas ou não houver melhora com algumas mudanças simples, é aconselhável consultar um médico.

CÂNCER DE PULMÃO E SEU SILÊNCIO

Apenas cerca de 25% dos casos são diagnosticados precocemente. Para a maioria, o câncer de pulmão é descoberto quando já tem um tamanho grande, está disseminado pelo tórax ou apresenta metástases em outros órgãos. Por isso, uma das medidas mais efetivas que temos é controlar o principal fator de risco, o tabagismo. Ser fumante passivo (inalar fumaça do cigarro de outras pessoas), viver em meio à grande quantidade de poluição ambiental e ter exposição a substâncias como amianto, arsênico, asbesto e radônio também são fatores que aumentam o risco da doença.

Para o diagnóstico precoce, o médico aponta que o encaminhamento de achados incidentais contribui muito para começar um acompanhamento em fases iniciais da doença, é essencial manter um rastreio ativo de pessoas consideradas dentro do grupo de risco, especialmente após os 50 anos.

A maioria dos pacientes com câncer de pulmão apresentam sintomas ligados ao aparelho respiratório. Entre os sinais mais comuns são tosse persistente e rouquidão, falta de ar, fadiga, escarro com sangue, dor no peito, dor nos ossos, dor de cabeça, perda de peso e de apetite, pneumonia recorrente ou bronquite e efusão pleural (acúmulo anormal de líquido na pleura). Quanto mais precoce for o diagnóstico, maior é a chance de cura para o paciente. No entanto, em qualquer momento em que a doença for diagnosticada há benefício em ser acompanhado por especialistas.

A GLICOSE É O COMBUSTÍVEL MAIS IMPORTANTE EM NOSSO CORPO

A glicose é o combustível mais importante em nosso corpo. É dela que extraímos a energia necessária para o nosso movimento, nosso pensamento e para os batimentos cardíacos. Ela é fundamental para as nossas funções vitais. Mas, se esse nível de glicose (ou açúcar) no sangue não for adequado, podem ocorrer sérios problemas de saúde. O diabetes é uma doença metabólica crônica, caracterizada pelos altos níveis de glicose no sangue. Com o tempo, ele causa danos graves ao coração, aos vasos sanguíneos, olhos, rins e nervos. O tipo mais comum é o diabetes tipo 2, geralmente presente em adultos. Ele ocorre quando o corpo se torna resistente à insulina ou não produz insulina em quantidade suficiente.

Produzida pelo pâncreas, a insulina é responsável por controlar o nível de glicose no sangue. A incidência da doença aumentou com mais rapidez nos países de renda média e baixa que nos países de alta renda. Se alguém tiver glicose muito alta por longos períodos, ela produz substâncias tóxicas no corpo que, com o tempo, prejudicam o organismo. Por exemplo, os pequenos e grandes vasos sanguíneos.

Um paciente com diabetes e hiperglicemia crônica pode chegar a perder, por exemplo, a função dos olhos e dos rins. No diabetes, temos os limites que definem os níveis saudáveis de glicose. Sabe-se, por exemplo, que – em jejum por um período de seis a oito horas – devemos ter a glicose em cerca de 100 miligramas por decilitro ou menos. E, depois de comer, ela não deve superar 140. Se ultrapassar essas marcas, existe algum problema.

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