Querido leitor!

Continuando o conto mitológico sobre as vestias da verdade e da mentira em momentos de coronavírus, tivemos dois encontros dos quais passamos a refletir:

No primeiro encontro, vimos o quanto esta situação nos foi pego de supressa e interferiu nas nossas vidas. Esta interferência é um trauma social, pois todos nós sofremos juntos. A vinda do Covid-19 modifica nosso comportamento social, que são o gerenciamento com a vida, fazendo-nos pensar e repensar nos valores das nossas relações conosco mesmo e com os outros e questionar a nossa espiritualidade. Como é um trauma social, em nível mundial, por ser uma pandemia, precisamos resolver este problema de maneira social, enfrentando a realidade dos fatos e assumir a nossa verdade – ficar em casa virou algo primordial.

Após duas semanas dentro de uma quarentena, nosso segundo encontro foi ver que, ajudar o próximo vem de uma era antiga, sendo o primeiro sinal de civilização de uma cultura. Sendo assim, é um aprendizado provindo das nossas raízes históricas culturais. Estas demandas provem da intervenção de micro sistema (eu em casa) com a união de macro sistema (os países unidos, sociedade como um todo).

Nesse terceiro encontro, trago a lembrança de uma foto que recebi de um amigo, o qual foi no museu do Chile, numa exposição do Egito antigo. Esta foto é de uma arquitetura calcária egípcia, que na época era encontrada nos túmulos ou templos sagrados, chamadas de portas falsas ou portas do Ka. Estas estruturas são realmente portas, mas que não se abrem no mundo concreto, somente é aberta no mundo espiritual, representando o simbolismo de valores social e religioso. Para os egípcios, o Ka é um dos vários fragmentos que constituem uma pessoa, sendo ele a essência que nasce. Essa essência mantem-se após a morte. As portas falsas é a passagem do Ka, para receber as provisões que alimentam sua existência, quer estas provisões de rituais materiais e/ou espirituais.

A religiosidade é social e é inevitável não falar sobre. Quando encontramos perigo é necessário algo que conforte a alma. As pessoas buscam sua espiritualidade para sanar a necessidade da sua essência e o religioso é uma das formas de concretizar esta ligação, são como portas dos pensamentos espirituais. Estes portais de pensamento podem ser munidos com outros pensamentos e que, não precisa ser necessariamente dentro duma religião em específico para se concretizar. Podemos encontrar portais de pensamentos espirituais na prática do yoga, na meditação budista, nas orações em grupos esotéricos ou até mesmo em grupos que se uniram porque acreditam nesta provisão divina. É na espiritualidade que damos o valor aos valores da vida. Quando mais nada tem solução, a espiritualidade conforta trazendo soluções para a alma ou essência, como queiras.

Para finalizar sobre as verdades e as mentiras no momento de coronavirus, trago alguns trechos da letra da música “Paciência” de Lenine:

Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede um pouco mais de alma
A vida não para

Enquanto todo mundo espera a cura do mal
E a loucura finge que isso tudo é normal
Finjo ter paciência

E quem quer saber?
A vida é tão rara… tão rara
Este café está excelente! Aguardo você no próximo encontro.

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