Piratini dos bons tempos

Infância da gurizada, sem preocupações. Todos amigos, felizes com a minha chegada de uma pescaria ali, na pedra redonda, Passo da Vila. Após uma chuvarada, jundiá pegou no caniço na água limpa. Gurizada cresceu, viraram pessoas importantes, mas não perderam o amor pela pátria farrapa. Claro que a fritada foi de lamber os beiços.

Aniversário
Meu neto João Miguel completa 4 anos. Vida, e que vida. Mandinho arteiro, como todo mandinho que se preza, mas amigo do vô. Puxa-saco mor. Toda felicidade do mundo e um futuro brilhante pra ti. Abraços do vô Jotacê e de toda família.

Um causo do camanga
Um sábado, meia tarde, garra forte na velha capital. Um boteco com mesa de taco, mesa de pife, uma gaita gemendo num ambiente mais que perfeito pra um furdunço. E foi aí que se deu o dito cujo. O camanga já num pelegaço bárbaro começou a incomodar o gaiteiro que não era de agarrar com pano e também já com as ideias engarrafadas: – Toca uma valsa o nulidade. O gaiteiro ouvindo aquilo tomou por desaforo e retrucou: – Me respeita, oh veio gambá! O camanga, por sua vez, e metido a facão e sem caso: – Te respeitar por quê? Aí veio a réplica de uma forma desaforada: – Tu não sabe o “bobaião”, mas já andei aos tombo com a tua mãe, bah! A turma do deixa, só apartou na hora e ficou por aí. Foi no bar do João José, Vila Nova, naqueles tempos a melhor “aguada” de Piratini.

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