Pelotas Doce Princesa completa 212 anos

Paulo Souza é colunista do Jornal Tradição Regional e estará autografando as obras nesta sexta-feira (28). (Foto: Divulgação)

A história do município começa em junho de 1758, através da doação que o General Gomes Freire de Andrade, o Conde de Bobadela, fez ao Coronel Tho­maz Luiz Osório, das terras que ficavam às margens da Lagoa dos Patos. Em 1763, fugindo da invasão espanhola, muitos habitantes da Vila do Rio Gran­de buscaram refúgio nas terras pertencentes a Thomaz Luiz Osório. Mais tar­de, vieram também os retirantes da Colônia do Sacramento, entregue pelos portugueses aos espanhóis em 1777.

Curiosidades sobre Pelotas

Pelotas não é “bolas” em espanhol, ok?

A tradução da palavra “bolas” para o espanhol, de fato, é pelotas. O que que­remos dizer é que a origem do nome da cidade não é essa.

Antes Freguesia de São Francisco de Paula, Pelotas ganhou o nome em ho­menagem às embarcações forradas com couro, que eram usadas para atra­vessar os rios na época das charqueadas e assim eram chamadas.

Pelotas Princesa do Sul

Uma das cidades mais carregadas de história é Pelotas. Ela é conhecida como Princesa do Sul por ter sido a província mais rica e por trazer a nobre­za em razão do desenvolvimento do charque no século 19. Hoje é conhecida também pelos doces e pelos seus casarões antigos.

Em Pelotas, “de nada” é “merece”

Quem vem de outro Estado tem um longo período de adaptação ao “gau­chês” pela frente, que envolve compreender a sutileza do “capaz” e as deze­nas (quiçá centenas) de entonações e aplicações do “bah!”.

Mas Pelotas — e região — tem algumas particularidades de vocabulário pró­prias, que podem deixar confuso até mesmo um gaúcho de outra parte do Estado.

Uma das principais é o “merece!” como resposta a um agradecimento em vez do mais conhecido “de nada!”. Simpático, não é?

Pelotas é a segunda cidade mais úmida do mundo

Existe um mito que muitas pessoas que moram em Pelotas já devem ter ou­vido: que a cidade é uma das mais úmidas do mundo? O município não é nem um dos mais úmidos do Rio Grande do Sul. Rio Grande e Torres, por exemplo, cidades próximas ao oceano, são mais úmidas que Pelotas.

Mas apesar de muitos problemas, o nosso povo ama muito a sua cidade e não admite que outras pessoas “de fora” venham insultá-la ou falar mal do nosso povo. Por isso, vamos exaltar a nossa Pelotas em seus 212 anos, com­pletados neste domingo (7).

Salve Pelotas, a Doce Princesa!

Até a próxima, tchê!

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