O teu sonho não é o sonho do outro, avalie!

É muito comum vermos os pais colocarem expectativa nos filhos, para que estes realizem sonhos que na verdade eram dos pais e não deles próprios. Isso é bem comum: mães que sonhavam em ser modelo, cadastrando suas filhas em concursos de misses, assim como pais que sonhavam em ser jogadores de futebol, incentivando seus filhos a terem esta profissão como carreira. O problema é que levamos isso para a vida toda, de várias maneiras, repetindo o que foi feito, condicionando os nossos filhos a serem aquilo que nós queríamos ser, o famoso ciclo vicioso. Também acabamos fazendo isso não só em casa, com nossos filhos, mas também com cônjuges, amigos, colegas de trabalho, colaboradores da nossa empresa, etc.

Sempre gostei muito da minha carreira profissional e nunca tive problemas em relação ao meu trabalho e quando engravidei do meu primeiro filho, ouvi de uma pessoa superior a mim de que eu devia largar a carreira, pelo menos por um tempo, segundo ela, para aproveitar o meu filho. Como mãe de primeira viagem, claro que refleti sobre aquilo, afinal quantas pessoas fazem isso e são felizes? Quantas pessoas não fazem e se arrependem? Mas também como boa curiosa que sou e estudante da mente e do comportamento humano, fui mais a fundo nesta questão e pude perceber mais um momento em que colocamos as nossas frustrações ou as nossas expectativas sob a responsabilidade dos outros.

Ali, aquela pessoa, o que não sei se é verdade, mas pode ter criado em mim um espelho daquilo que ela gostaria de ter feito. Em nenhum momento ela me questionou se o que me faria ter uma relação melhor com o meu filho seria eu me dedicar mais ou menos ao trabalho, na verdade, possivelmente é algo dela, não meu.

Peguei um exemplo, de certa forma, que parece não ter tanto sentido assim na vida da gente, um exemplo de colegas de trabalho, só que isso mexeu muito comigo, então imagina quando isso acontece dentro das nossas próprias casas, envolvendo as pessoas que mais amamos ou deveríamos ter os nossos maiores e melhores vínculos? Tenho certeza que por mais que saibamos lidar com as adversidades, dói. Imagina então quando isso acontece com as crianças, adolescentes, acredito ser mais complexo ainda. Porque nos sentimos não aceitos, não engajados, não respeitados e isso gera sentimento de não sermos amados, desejados e validados.

Então te convido a esta reflexão: Será que em algum momento tu não estás colocando os teus desejos não realizados na mão de alguém? Dando uma responsabilidade para o outro que na verdade é tua? E te digo mais, independentemente da tua idade, nunca é tarde para começar a dançar ballet. Concordas?

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