Infarto e menopausa, aumento de burnout, dieta e qualidade de vida

Hospital Miguel Piltcher.

RISCO DE INFARTO AUMENTA NA MENOPAUSA

As doenças cardíacas são a principal causa de morte de mulheres em todo o mundo, mas permanecem com barreiras importantes na hora do diagnóstico e do tratamento e é fundamental que as mulheres estejam cientes dos riscos.

A percepção de que os problemas no coração atingem principalmente os homens deve ser erradicada. O risco começa a aumentar devido às alterações hormonais durante a menopausa, altura da vida em que a mulher deixa de menstruar.

Antes da menopausa, o risco de doenças cardíacas nas mulheres é muito menor do que nos homens. Porém, após a menopausa, a probabilidade de sofrer com problemas no coração se equipara rapidamente. Acredita-se que isso aconteça devido à diminuição do estrogênio, um hormônio “protetor”. Os estrogênios são um grupo de hormônios que desempenham um papel fundamental na saúde reprodutiva feminina, incluindo as fases da puberdade, da menstruação, da gravidez e da menopausa.

É importante que a mulher esteja no melhor estado de saúde possível quando chega à menopausa. Isso envolve não fumar, controlar o peso, moderar o consumo de álcool e praticar exercícios.

INCIDÊNCIA DO BURNOUT CONTINUA AUMENTANDO

O burnout é um fenômeno observado há tempos e em larga escala no ambiente de trabalho. Mas ele atingiu seu pico durante a pandemia. Em meio aos lockdowns, às responsabilidades e à emergência de saúde pública, dados globais demonstram que mais profissionais relataram sensação de estresse crônico e exaustão.

Três anos se passaram desde o início da pandemia e, até hoje, os sinais de redução do burnout ainda são poucos. No novo mundo do trabalho, grande parte dos profissionais segue sofrendo de exaustão. Teoricamente, os acordos de trabalho flexível deveriam trazer maior equilíbrio entre a vida pessoal e o trabalho, melhor produtividade e aumento do bem-estar para os funcionários.

As discussões sobre o burnout aumentaram e as empresas parecem mais dispostas a oferecer atrativos aos funcionários, como inscrições em academias e cobertura dos custos de home office. Tudo isso, intuitivamente, deveria ajudar a reduzir os fatores de estresse que levam ao burnout. Mas, apesar desses fatores, os relatos continuam aumentando e o fenômeno já não pode ser associado apenas à pandemia. Sua alta incidência indica que ele chegou para ficar, mesmo com os ajustes no ambiente de trabalho sendo promovidos pelas empresas. Com isso, especialistas afirmam que empregadores e funcionários podem precisar se concentrar na gestão do burnout, em vez de tentar eliminá-lo por completo.

A DIETA NÃO CURA, MAS MELHORA A QUALIDADE DE VIDA

Milhões de pessoas são diagnosticadas a cada ano com câncer, a principal causa de morte no mundo. Por isso, tanto a prevenção da doença quanto seu tratamento são tão importantes. Neste contexto, uma alimentação adequada, parar de fumar e limitar o consumo de álcool são fatores que reduzem o risco de adoecer e melhoram o prognóstico. Uma alimentação saudável é de grande importância para prevenir diversos tipos de câncer. Porém, não existem alimentos milagrosos que curem ou previnam seu aparecimento.

Também não há ingredientes na dieta que a cause diretamente: é o conjunto de nossos hábitos alimentares que reduz ou aumenta as chances de adoecer. Uma dieta balanceada reduz o risco de câncer, mas não o previne. Uma vez que a doença aparece, isso pode ajudar, aliado ao tratamento médico adequado, a melhorar o prognóstico e a qualidade de vida do paciente. Além disso, pode ajudar a atenuar alguns efeitos colaterais dos tratamentos e reduzir o risco de infecções.

É comum que pacientes com câncer sofram de desnutrição devido aos tratamentos e ao próprio curso da doença. Evitar reduzir esse problema é importante, porque melhora o prognóstico. É muito importante atender às necessidades energéticas dessas pessoas e, principalmente, proteicas. A título de conclusão, convém recordar que, embora a alimentação não cure o câncer, melhora o prognóstico e ajuda a preveni-lo, o que a torna uma prioridade.

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