Idosos no trânsito

Seguindo a edição anterior, estávamos falando sobre idosos no trânsito, quais os cuidados e quando é hora de saber a hora de parar.

O que fazer
Algumas das dificuldades enfrentadas pelos idosos estão relacionadas a visão, audição, reflexo, mobilidade e sensibilidade, o que dificulta identificarem, por exemplo, se a distância e a velocidade que um carro está é suficiente ou não para que ele consiga atravessar uma via em segurança ou mesmo realizar uma ultrapassagem.

A autoavaliação é muito importante e a família também pode ajudar. Por isso, o ideal é acompanhar o familiar e permanecer alerta para a queda de habilidade na condução e, ao perceber que ele está um pouco desatento, ou quando a famosa “barbeiragem” se torna frequente, é sinal de condução de risco. O questionamento é: consegue se lembrar das rotas que dirige com frequência?

A sinalização de trânsito, os sinais de outros motoristas, o barulho de carros e buzinas fazem você se sentir estressado ou confuso enquanto dirige? Sofreu alguma queda recentemente? Nesse momento, a intervenção adequada e o apoio da família são fundamentais para ajudar o idoso a refletir sobre suas restrições e os perigos na condução de um veículo, avaliando se está correndo riscos e colocando outras pessoas em risco também.

Nos Estados Unidos, existem campanhas que encorajam as famílias a iniciar um “plano de transporte”, muito parecido com o que fazem para a aposentadoria, por exemplo. Dessa forma, surge um diálogo importante que incentiva a decisão tomada em conjunto, que é saber a hora de parar de dirigir quando a idade avança muito. É compreensível tratar-se de decisão dolorosa, especialmente para aqueles motoristas há mais tempo, habituados a sua autonomia e liberdade, em que pese a sensação de dependência, capaz de atingir a própria autoestima.

Além disso, questiona-se também o papel e a responsabilidade dos órgãos públicos em zelar pela segurança e o bem-estar do idoso no trânsito, como calçadas com piso antiderrapante e horizontal com rebaixamento nas esquinas em áreas como escolas, bancos, postos de saúde e paradas de embarque e desembarque de passageiros. Outro problema para as pessoas de pouca mobilidade é o curto tempo dado aos pedestres para atravessarem as ruas com controle semafórico.

Por fim, aos instrutores de trânsito da primeira Carteira Nacional de Habilitação (CNH) do idoso, conheçam e respeitem todos os limites deste futuro motorista. A paciência com eles é essencial para que possa não só ser aprovado nos exames, porém, e principalmente, ser mais um condutor consciente das suas responsabilidades. Lembrem-se sempre que somos como nos movemos.

Na próxima edição, veremos as dicas para diferentes tipos de situações como pedestre. Não perca!

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