Fevereiro: celebração religiosa e o Carnaval

Caro leitor!

O mês de fevereiro passou e é marcante por dois momentos, dos quais acontecem anualmente, que mobilizam um grande número de pessoas, como: o sincretismo religioso na celebração da Rainha Mãe do Mar e a alegria contagiante do Carnaval. Vamos nos deter neste instante na religiosidade e a espiritualidade, refletindo sobre a forma de manifestação da sensibilidade que atravessa esse humano, transpondo-se além dele mesmo.

Você deve estar perguntando qual a relação entre a celebração religiosa e o Carnaval, com a religiosidade e a espiritualidade. A relação primeiramente é que os dois são culturais, pois expressam suas formas de valores através das crenças, dos rituais, dos conhecimentos, da arte, dos costumes, dos valores morais e das leis, hábitos adquiridos por fazerem parte de um grupo, quer seja familiar, comunidade e sociedade. Tudo isso é importante para autoafirmação e pertencimento daquilo que faz sentido como um todo, a vida da qual sou e faço parte.

No Carnaval vimos que em alguns sambas-enredo trouxeram a religiosidade e a espiritualidade no seu contexto, pois agrega no meio cultural esses valores vividos e expresso através da arte. Assim como, a festa do sincretismo religioso que une crenças religiosas como o Catolicismo da Nossa Senhora dos Navegantes e a Iemanjá da Umbanda e Candomblé (religiões afro), abençoa aqueles que buscam proteção para os seus caminhos, num único encontro – o mar.

O mar de população para enaltecer o que acredita e expressa seu verdadeiro sentimento é divino, sagrado a sua natureza. Podemos perceber na manifestação desta sensibilidade humana que, a fé não define espaço, naquilo que é meu e no que é seu e nem limita-se somente ao único ritual, sendo assim, todos podem festejar. Como diz o dito popular: “Depois do Carnaval o Ano começa!”

É… podemos continuar o nosso café… Hoooo… Odoyá!

Enviar comentário

Envie um comentário!
Digite o seu nome