CPI da Pandemia, Quarentena e 3ª dose

Sérgio Corrêa.

CPI DA PANDEMIA

A CPI da Pandemia por vezes tem uma face política e por outras traz grande contribuição ao país – esta, evidenciada através do depoimento do advogado e empresário, Marcos Tolentino.

Na maioria de suas respostas, Tolentino utilizou o direito constitucional de permanecer em silêncio. Isso não alterou o cenário, eis que os Senadores ainda buscam identificar quem realmente são os proprietários do FIB Bank, instituição que serve como garantidora de vários contratos bilionários com o Governo Federal. É importante dizer que a instituição é constituída por laranjas, na sua maioria pessoas humildes e trabalhadoras, que tiveram seu nome incluído no quadro societário do FIB Bank, que por sua vez, não tem patrimônio suficiente para garantir todos os contratos nos quais este figura como garantidor.
Não bastasse tudo isso, o Senador Randolfe Rodrigues consultou o sistema da Receita Federal e recebeu a informação de que Marcos Tolentino tem 4 CPFs cancelados e 2 CPFs ativos.

CPI DA PANDEMIA II

Tudo isso acontece e nós, simples cidadãos, eleitores devemos buscar o entendimento que o Presidente Bolsonaro pode também não saber do que está acontecendo nos Ministérios da Saúde e da Fazenda, que têm contratos avalizados pelo FIB Bank. Caso o presidente não saiba, não será a primeira vez, pois o ex-presidente Lula, já dizia que não sabia de nada do que acontecia.

QUARENTENA CINCO ESTRELAS

O Ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, membro da comitiva de autoridades que acompanharam o Presidente Jair Bolsonaro na viagem aos Estados Unidos, mais precisamente à Nova Iorque, onde participaram da abertura da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas, testou positivo para a Covid-19.

Ao receber o resultado do teste antes de embarcar para o Brasil, mesmo tendo estado constantemente com membros da delegação e com outros líderes mundiais, Queiroga não viajou com a delegação brasileira, pois cumprirá quarentena de 14 dias em um hotel cinco estrelas em Nova Iorque.

A diária do hotel custa a bagatela de R$ 6 mil por dia, mais alimentação e passagens aéreas para o retorno ao Brasil. Isso significa que a falta de precaução e cuidado da maior autoridade em saúde do país vai custar no mínimo R$ 100 mil aos cofres públicos – ou três respiradores, ou 2 mil doses da vacina da Pfizer, ou quem sabe 6,4 mil doses da AstraZeneca.

Não tenho dúvida que alguns leitores dirão, “mas não é possível saber de qual forma o ministro contraiu a Covid”. Entretanto, a possibilidade de contaminação para quem acompanha membros de uma comitiva que não usa máscara, comandada por um dos únicos líderes mundiais que não está vacinado, que come pizza com as mãos numa calçada de Nova Iorque por não preencher os requisitos do passaporte sanitário (a vacinação) é, sem dúvida, maior.

TERCEIRA DOSE OU DOSE DE REFORÇO

Na última quinta-feira (23), a chefe da Vigilância Epidemiológica de Pelotas, Aline Machado da Silva, em entrevista a este colunista, no Programa Hora Marcada, na Rádio Tupanci, falou sobre o início da aplicação da terceira dose da vacina para pessoas com 70 anos ou mais que receberam a segunda dose há pelo menos seis meses.

Aline alertou que também receberão a dose de reforço pessoas de qualquer idade com imunossupressão, isto é, que tem a imunidade muito baixa, ocasionada por alguma doença. Contudo, abaixo dos 70 anos não são todas as patologias que garantem a vacina, um exemplo são os cardiopatas. Nesse caso, informações podem ser obtidas pelo número (53) 3284-9508.

Próxima semana vamos abordar as seguintes pautas: comissão processante na Câmara de Vereadores de Jaguarão e o que se depreende de positivo e negativo sobre as emendas parlamentares impositivas que serão votadas na Zona Sul.

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