Como gastar mal o dinheiro do povo

Sérgio Corrêa, jornalista e radialista.

OBRAS COM ALTO CUSTO GERAM MANUTENÇÃO MAIS CARA

Muito se fala em Democracia, e esta pressupõe a participação do povo, sobretudo nos municípios, pois a população está próxima dos vereadores, “os supostos representantes”, assim como do prefeito ou da prefeita, se for o caso.

Os prefeitos, em sua maioria, vivem uma batalha diária com poucos recursos, tendo que escolher atender as demandas estruturais que impactam no coletivo ou as necessidades individuais, principalmente na área da saúde. Contudo, todos desejam marcar seus mandatos com grandes obras.

Os governos de Eduardo Leite e Paula Mascarenhas, ambos discípulos de Bernardo de Souza, idealizador do orçamento participativo, nunca demonstraram propensão para ouvir a opinião da população sobre quais locais e quais obras são necessárias. Muito pelo contrário, a população toma conhecimento pela imprensa quando o contrato ou a ordem de serviço são assinados para execução de uma determinada obra.

O exemplo disso foram os abrigos de ônibus instalados no município. Uma decisão autônoma do ex-prefeito que, sem dúvida desejava oferecer a Pelotas características de cidades europeias. Porém a atual situação leva a crer que não avaliaram o custo-benefício pela perspectiva de variáveis com: resistência, durabilidade e manutenção dos belos abrigos com estrutura metálica e vidros temperados.

Quando alguém compra um automóvel de alto-padrão, supõe-se que tem renda mensal para garantir a manutenção necessária do veículo. No caso dos abrigos de ônibus, não foi necessário sair de um perímetro considerado área nobre da cidade para constatar a situação. As imagens falam por si mesmas!

Dom Pedro II entre Gonçalves Chaves e Félix da Cunha

Rua General Osório entre avenida Bento Gonçalves e avenida Dom Joaquim

Rua General Osório entre Marechal Floriano e Sete de Setembro

Rua Marechal Deodoro entre Guilherme Wetzel e Lobo da Costa

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