Coelho sabido ou esperto?

Quem tem filho, neto, sobrinho, afilhado ou convive com alguma criança seja menino ou menina, por certo já ouviu falar do Coelho Sabido. Um bichinho que mistura sabedoria, vivacidade, fragilidade, velocidade, meiguice e outras tantas qualidades que encantam os pequeninos. Nas fábulas e histórias infantis o coelho é sempre do bem, embora alguns adultos tenham criado algumas versões contrárias para alimentar a imaginação dos que surrupiam qualidades naturais para fazer maldades em pele de coelho.

Os significados de “sabido” dado ao coelho nas histórias infantis é de conhecedor, perito, versado e prudente. Qualidades que se confundem com a do coelho “esperto”, nessas ficam mais evidentes a vivacidade, a agudeza, a astúcia, a manha, a ronha, a trapaça e outras formas de espertezas tão conhecidas no nosso ardiloso meio político.

Em anos eleitorais, quem for um pouco mais atento poderá perceber as diferenças entre o “coelho sabido” e o “coelho espertalhão”. Embora pequenas, existem diferenças sutis, mas que estão impregnadas no discurso. Nesta corrida, o sábio usa da inteligência, é habilidoso, preciso, claro e vivaz.

O espertalhão é industrioso, confunde e embaralha as cartas para atrapalhar a corrida. Atitudes típicas da esperteza.

Na corrida dos dois coelhos “eu fico com a pureza das respostas das crianças”, como diz a letra da música do saudoso Gonzaguinha. Prefiro as histórias do coelho sabido, pois elas ensinam lições básicas que estamos perdendo como não roubar, não trapacear, ajudar os outros sem esperar nada em troca. O coelho sábio se importa com o outro, mesmo que este não tenha afinidade, ele ajuda a encontrar o caminho.

Ainda vivendo o espírito da Páscoa lembro a fábula do menino Jesus e o Coelho da Páscoa: “Perto da casa do menino Jesus, um passarinho construiu seu ninho. Todas as manhãs, Jesus era acordado pelo alegre e bom canto da avezinha.

Certa manhã, porém, ele foi acordado pelo piar aflito e viu que a mãe do passarinho chorava desconsolada, pois a raposa havia roubado os seus ovinhos. O menino Jesus ficou triste e saiu pelo campo, pedindo aos bichos que passavam que o ajudassem a encontrar os ovinhos roubados. Nenhum bicho podia ajudar. Foi então que o coelho colocou as orelhas para fora da toca e disse: – Jesus: se quiseres, eu posso te ajudar.

A raposa já havia comido todos os ovinhos. O coelho resolveu então pedir um ovinho para cada um dos passarinhos que conhecia e levou a Jesus.

O menino colocou os ovinhos no ninho da mãe passarinho, que aceitou a ninhada, e o coelhinho ficou encarregado de distribuir ovos de Páscoa para todos”.

Te convido a ser um Coelho sabido a vida toda!

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