Alegria contagia

Tenho defendido, há algum tempo, a importância de vivenciarmos a alegria. Resolvi falar sobre ela hoje porque li a seguinte frase na internet que me chamou a atenção e dizia mais ou menos assim: “Muitas vezes, quando o mundo está caótico, começamos a sentir de alguma forma que é inapropriado nos alegrarmos”. Peguei esta reflexão da Rachel Helidonis, não sei se é de autoria dela, mas a agradeço por isso.

Esta frase vai muito ao encontro daquilo que prego como ter a alegria como nossa aliada e sim, muitas vezes, quando estamos em ambientes onde a alegria não se faz presente, onde as pessoas não usufruem desta emoção, nós até nos sentimos culpados e como disse Rachel, inapropriados.

Muito se fala a respeito de nos permitirmos sofrer, falar de nossas dores, abrir nosso coração e concordo, só que nada disso interfere no fato de priorizarmos em nossas vidas estarmos cercados de alegria.

Alegria é algo profundo, não é rir sem sentido, nem dançar no meio da rua, nem vestir-se de palhaço. A alegria é uma emoção e emoções contagiam porque vêm de dentro, são verdadeiras, quase que reais. Alegria contagia e, sem dúvida, traz muitos benefícios para a nossa saúde física e mental.

Ficamos, muitas vezes, à mercê de conceitos, teorias, métodos, etc, e esquecemos aquilo que de fato interessa para o ser humano, aquilo que existe de mais puro, genuíno, aquilo que não vem de fora, que vem de dentro da gente.

A alegria é uma dessas coisas que não custa dinheiro, que não exige diploma, nem vivências no exterior. Podemos ser alegres e desenvolver alegria em qualquer lugar, porque ela faz parte da gente, não é algo que conseguimos comprar, ela é desenvolvida.
E que bom quando estamos cercados dela, não é?! Não parece que a alegria nos abraça? Nos conforta? Nos acolhe? Não parece um ato de afeto? Que ela se importa com a gente? Que ela se preocupa em como estamos nos sentindo? A alegria não parece um ser vivo? Não parece ter vida própria?

Então, que mal ela poderá nos fazer? Se formos racionais e perguntarmos para nós mesmos onde preferimos estar, com quem preferimos conviver e de que forma queremos viver? Dificilmente, a alegria estará ausente. A alegria nos afeta de forma positiva e, se isso ocorre, ela nos dá ferramentas para lidar com as nossas dificuldades e com os altos e baixos da vida.

Se tiveres a oportunidade de ser alegre, seja. Se tiveres a oportunidade de proporcionar alegria, proporcione. Ela é, sem dúvidas, um antídoto para todo caos. Experimente.

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