A terceira alternativa

Este é o título de um livro do autor Stephen Covey do qual sou fã: A terceira alternativa. Mas e aí, o quanto consideramos a terceira alternativa? O quanto enxergamos outros caminhos além daqueles nos quais estamos condicionados?

Existe a expressão “8 ou 80” para pessoas que são radicais, só enxergam lá ou cá, mas a verdade é que a nossa cultura é polarizada. Somos ensinados desde pequenos a escolher um lado na escola, no time de futebol, temos que escolher a cor preferida, a fruta preferida. Não somos incentivados a percorrer por vários caminhos, ter várias opções, seguir em várias frentes. O fato é que ter carreiras múltiplas e ser multipotencial, por exemplo, ainda é visto com olhos revirados, melhor, meu filho ser médico mesmo e médico super especialista. Mas o mundo está mudando e vai mudar, só que esta mudança, ao contrário do que planejávamos, está sendo muito rápida. Gerações estão tomando conta de tudo: dos empregos, do consumo, das ruas, das redes e se ficarmos presos aos extremos e aos condicionamentos, vamos não só perder espaço, mas nos perdermos de nós mesmos, perderemos o nosso rumo.

Então, como nos adaptarmos a este novo universo? Como desenvolvermos habilidades e competências para que consigamos acompanhar estas rápidas transformações? Como agir, por onde começar? Primeiro é rompendo a crença de que só existe um caminho e de que precisamos escolher um caminho. O que de fato precisamos é considerar outras possibilidades, outras frentes, olharmos para a vida por outros ângulos e ver como conseguimos viver sem ser de um jeito ou de outro. Sem ser 8 ou 80.

Por que será mesmo que tem que ser assim ou assado? Eu penso que somos livres para mudar, transitar por outros universos, começar, desistir, retornar sempre e quantas vezes quisermos. Acho que podemos gostar de azul, vermelho e verde e que podemos responder: amo todas as frutas, todas são minhas preferidas. E também te convido a pensar sobre as possibilidades, as oportunidades que se apresentam na tua vida.

Será que só existe uma única maneira de estudarmos e se não fizermos da maneira padrão, o outro jeito é o jeito errado? Será que só existe uma escolha a fazermos na vida profissional ou posso querer ser chefe de cozinha, manicure e diplomata ao mesmo tempo ou em tempos diferentes, mas durante a vida? Será que eu não posso ter vários estilos e hoje ser clássica e amanhã rock power? Quem dita as regras? Quando será que de fato nos sentiremos e seremos livres de verdade? Acredito que somente quando nos desapegarmos do 8 e do 80 e usufruirmos das outras infinitas possibilidades.

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