A história do castelo Simões Lopes

O Castelo Simões Lopes, está situado na avenida Brasil, esquina com a rua Saturnino de Brito, no tão conhecido Bairro Simões Lopes (a denominação do bairro foi originada pelo nome da família proprietária do castelo). Não irei me aprofundar na história do imóvel, mas sim expor alguns dados sobre o mesmo.

João Simões Lopes Neto era filho de Catão Bonifácio Simões Lopes, que por sua vez era filho, em primeiro matrimônio, de João Simões Lopes Filho, o Visconde da Graça. Simões Lopes Neto nasceu em 1865 e morreu em 1916.

Augusto Simões Lopes também era filho de João Simões Lopes filho em segundas núpcias com a Sra. Zeferina da Luz; Augusto, portanto, era irmão por parte de pai de Catão Bonifácio e, em consequência, era tio do escritor João Simões Lopes Neto, embora fosse mais moço do que ele.

O castelo foi mandado construir pelo Dr. Augusto que, para isso, contratou os serviços do arquiteto alemão Fernando Rolmann, para projetar e executar a obra. A ideia inicial era para ser construído um chalé suíço, mas após várias modificações o arquiteto fez ver ao Dr. Augusto que para a construção ser um castelo só faltavam as torres e as ameias, e o proprietário não deixou por menos e mandou que as mesmas fossem construídas, e de um chalé suíço nasceu um Castelo. Augusto era advogado e jornalista, sendo também um exímio político, tendo sido prefeito de Pelotas, deputado federal e senador da República.

A construção foi concluída por volta de 1922, é um prédio que comporta mais de trinta peças, algumas com oito metros de pé direito. Possui muitas salas e outras dependências, além dos salões, onde aconteciam os banquetes, as festas e os famosos bailes carnavalescos para as tradicionais famílias pelotenses.

Algumas curiosidades:
– Existia um porão, que era habitável;
– Existia um elevador que levava as refeições direto da cozinha;
– Uma curiosidade a ser mencionada é o fato do cimento ter vindo todo ele direto da Europa, em barricas com o nome de “terra romana”. Da Europa também veio o mármore de Carrara para a escadaria principal;
– A estrutura foi feita toda em cimento armado, dando ao castelo a segurança de uma fortaleza;
– O castelo foi o primeiro prédio a possuir calefação, um sistema importado da Suíça; existem ainda radiadores em todas as peças e uma enorme fornalha no porão;
– Fora do prédio principal existiam as garagens, onde se guardavam os carros fúnebres históricos, possuía ainda uma peça com fogo de chão para fazerem os doces e os churrascos e no fundo do terreno um belíssimo orquidário;
– O imóvel foi adquirido pela prefeitura Municipal, no governo do Prefeito Anselmo Rodrigues, no ano de 1991, e recebeu a denominação de “Casa de Cultura João Simões Lopes Neto” que, como disse acima era sobrinho do proprietário do castelo;
Assim, dentro do espaço que posso utilizar, procurei demonstrar a importância do Castelo Simões Lopes para a história de Pelotas e até do Rio Grande do Sul e que está agora sendo restaurado, em parte, pelo Instituto ECKART, com alguns períodos aberto ao público;
– O castelo foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Artístico do Estado do Rio Grande do Sul (Iphae).

Gostaram da história do Castelo? Só faltou dizer que em sua sacada, às vezes, aparece a figura de uma noiva, gerando lendas como “A mulher de branco”. Até a próxima!

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