A Era Vargas

Escrevo, hoje, sobre o grande gaúcho Getúlio Dornelles Vargas e suas resoluções que impactaram também o nosso tradicionalismo. Boa leitura!

Movimento Revolucionário que derrubou a República Velha
Diante de uma iminente guerra civil, as Forças Armadas (Exército e Marinha) deram um golpe de Estado depondo o presidente Washington Luiz. Uma junta militar transmitiu o governo a Getúlio Vargas, líder máximo da Revolução. Vargas governou o Brasil de 1930 a 1945. Seu governo atravessou uma fase provisória, uma fase constitucional e depois se transformou numa ditadura que promoveu muitas mudanças na economia e a modernização das instituições políticas.

Estado Novo (1937-1945) – A ditadura de Getúlio Vargas
Getúlio Vargas assumiu a presidência do Brasil em 1934, eleito indiretamente pela Assembleia Constituinte, quatro anos após a Revolução de 30.
A constituição de 1934 marcou o início do processo de democratização do país, dando sequência às reivindicações revolucionárias. Ela trouxe avanços significativos como o princípio da alternância no poder, a garantia do voto universal e secreto, agora estendido às mulheres, a pluralidade sindical e o direito à livre expressão.
Determinava também a realização de eleições diretas em 1938, nas quais o povo finalmente teria o direito de eleger o chefe supremo da Nação e proibia a reeleição de Getúlio.

O Estado Novo
A forte concentração de poder no Executivo federal, em curso desde fins de 1935, a aliança com a hierarquia militar e com setores das oligarquias, criaram as condições para o golpe político de Getúlio Vargas em 10 de novembro de 1937, inaugurando um dos períodos mais autoritários da história do país, que viria a ser conhecido como Estado Novo.
Nessa ocasião, Vargas anunciou a nova Constituição de 1937, de inspiração fascista, que suspendia todos os direitos políticos, abolindo os partidos e as organizações civis. O Congresso Nacional foi fechado, assim como as Assembleias Legislativas e as Câmaras Municipais.

A Constituição de 1937 – A Polaca
Essa é a parte que mais afetou a cultura e a tradição dos Estados.
A Constituição Brasileira de 1937, outorgada pelo presidente Getúlio Vargas em 10 de novembro de 1937, mesmo dia em que foi implantada a ditadura do Estado Novo, é a quarta Constituição do Brasil e a terceira da república. Ficou conhecida como Polaca, por ter sido baseada na Constituição dominadora da Polônia.

Queima das Bandeiras Estaduais
O evento conhecido como “queima das bandeiras estaduais” foi uma cerimônia realizada na Praça Roosevelt no Rio de Janeiro (capital do Brasil àquela data) no dia 27 de novembro de 1937 pelo então presidente do Brasil, Getúlio Vargas (1882 – 1954), como parte das solenidades cívicas de comemoração da festa da bandeira. Naquela ocasião, as bandeiras representando os Estados do Brasil foram cremadas, pois, haviam sido abolidas pela constituição, vigorando a partir de então exclusivamente a bandeira do Brasil.
A partir daí começou o esvaziamento das tradições regionais, pois todo regionalismo era proibido, tais como as músicas, danças e tudo mais.
Getúlio Vargas foi deposto pelos militares em 29 de outubro de 1945, sob o comando de Góes Monteiro, um dos homens diretamente envolvidos no golpe de 1937. A abertura democrática levou ao poder o general Eurico Gaspar Dutra, como presidente eleito pelo voto popular, dando fim a um dos períodos mais autoritários e violentos da nossa história. Ele voltaria como Presidente eleito de 1951 até 1954, quando se suicidou.

A Volta do Regionalismo
Em setembro de 1947, o estudante do colégio Júlio de Castilhos em Porto Alegre, João Carlos Paixão Côrtes, foi tomar um cafezinho num bar defronte ao colégio e avistou uma bandeira do Rio Grande do Sul tapando um buraco na janela; lembremos que as bandeiras dos estados foram queimadas e extintas. Paixão ficou indignado e reuniu-se com alguns colegas do Julinho e fundaram o DTG Júlio de Castilhos para recuperar o canto, a dança e a música regional.

Mas isto é artigo para outra edição, pois aí começa a nova fase do Tradicionalismo Gaúcho.

Grato a todos que acompanham a coluna.

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