Deputado estadual Felipe Camozzato (Novo) cumpre agenda na Zona Sul do RS

Deputado estadual Felipe Camozzato (Novo) esteve com o diretor-geral do Jornal Tradição Regional, Adilson Cruz. (Foto: Stéfane Costa/JTR)

O deputado estadual Felipe Camozzato (Novo) cumpriu agenda na Zona Sul do estado ao longo de quinta-feira (13). Em um dos compromissos, esteve na sede do Jornal Tradição Regional, onde concedeu entrevista ao diretor-geral do veículo, Adilson Cruz.

O parlamentar foi eleito em 2022 para o primeiro mandato com 39.517 votos. Natural de Nova Bassano, na Serra Gaúcha, é administrador, especialista em Finanças pela UFRGS e pós-graduado em Liderança Competitiva Global pela Georgetown University (EUA). Ele avalia que este primeiros seis meses na assembleia foram mais tranquilos do que no início das gestões anteriores, comparando com o primeiro mandato do atual governador Eduardo Leite (PSDB), em 2019, e José Ivo Sartori (MDB), em 2015. “Tivemos essa polêmica em torno do piso do magistério e da restruturação do IPE, mas tirando isso foi um primeiro semestre mais tranquilo”, disse.

Ele afirma que tem trabalhado intensivamente para a competitividade do estado, tema que tem a ver com a Zona Sul.” Uma região importantíssima, principalmente porque é a região que escoa a produção do Rio Grande do Sul, boa parte da produção deve pela ferrovia, pela BR 116 e vai até o Porto do Rio Grande. Além disso, a gente tem uma produção agrícola muito relevante na região e de indústrias.

Como presidente da Frente Parlamentar das Ferrovias, ele cita que tem trabalhado em uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) das Ferrovias Estaduais, que conta com apoio de 28 deputados de diferentes partidos. O projeto, segundo ele, já avançou em Minas Gerais, Mato Grosso, Paraná e Pernambuco, com texto que trás, além do modelo tradicional de concessão, inclui a autorização para investimento. “Lá em 2019, com o programa pró trilhos, do governo federal, se teve uma abertura para que se pudesse mudar a legislação nos estados, dando, inclusive, mais autonomia para os estados poderem fazer legislações específicas”, afirma. Ele explica que o modelo agiliza os investimentos.

“A PEC das Ferrovias permite que os investidores possam entrar com projeto, com recurso, o próprio licenciamento, e possam começar a operar”, indica. Ele cita o exemplo de Mato Grosso, onde a lei foi aprovada em novembro de 2020. Em cerca de 2,5 anos, a expectativa é que o estado ganhe 730 novos km de ferrovias com investimento privado.

No RS, o projeto está na Comissão de Constituição e Justiça. Camozzato afirma que o tema também está sendo construído junto ao gabinete do vice-governador, Gabriel Souza (MDB), junto ao governo federal. “A gente poderá, a partir da aprovação deste projeto, ter uma transformação das nossas ferrovias estaduais”, prevê, indicando também melhorias na questão logística para os empresários.

Outras pautas defendidas pelo parlamentar é o saneamento, projetando que a conclusão da privatização da Companhia Riograndense de Saneamento (Corsan) permite que alguns investimentos já devem ser realizados, e a ampliação do Tudo Fácil Empresas, que está em 31 dos 297 municípios do estado. “É uma medida que nasceu no Conselho Estadual de Empreendedorismo e Desburocratização, em parceria com o Sebrae e Junta Comercial e permite que o empreendedor possa abrir sua empresa, gratuitamente, on-line, em 10 minutos”, disse.

O deputado afirma que monitora também algumas dificuldades no estado e na região, como na área da Saúde. Segundo ele, há a aprovação de projetos, pelo governo federal e no Congresso Nacional, que colocam novas responsabilidades em cima dos municípios e não repassam recursos. O parlamentar indica que é necessário haver uma reestruturação para que as instituições que promovem atendimento pelo Sistema Único de Saúde tenham mais autonomia, sem depender de recursos vindos de fontes como deputados, por exemplo, por meio de emendas.

Outro ponto é a educação. Ele lembra que, em breve, o estado possui uma curva demográfica acentuada, com o envelhecimento da população. “Significa dizer que a mão de obra que hoje está no mercado de trabalho em breve se aposentará e não haverá reposição. Ou seja, se a gente não aumentar a produtividade da mão de obra, e isso passa pela educação, a gente não vai crescer, não vai ter desenvolvimento econômico”, pontua, citando ainda outros aspectos, como eventos climáticos.

E para que os problemas apontados pelo parlamentar sejam amenizados, ele indica que a solução é uma gestão responsável dos recursos, com modelo semelhante ao empresarial. “Se gasta menos do que se recebe”, resume. Neste sentido, ele aponta que a iniciativa privada também poderia contribuir com investimentos, modelo que já é seguido em outros países, como a privatização de estatais.

Para ele, o RS também possui potencialidades em diversas áreas, como educação, saúde, recursos humanos e naturais, que podem ser exploradas em prol do desenvolvimento.

O partido

Camozzato avalia que o Novo irá se fortalecer na eleição de 2024 em relação à última, em 2020. Esta será a terceira oportunidade. Na primeira, em 2016, concorreu em cinco cidades do país: Porto Alegre, São Paulo, Curitiba, Rio de Janeiro e Belo Horizonte. “Eu fui um dos quatro eleitos”, recorda. Em 2020, ele aponta que a estratégia do então presidente do partido e ex-filiado, João Amoedo, foi fracassada ao limitar o número de cidades. “Nós tínhamos um bom grupo em Pelotas, mais de 150 filiados na cidade, iríamos concorrer, iríamos eleger vereador”, afirma.

Agora, segundo ele, há uma renovação para que os interessados possam concorrer pelo partido e ampliar a base de vereadores nos municípios.

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