Pelotas: Biomedicina da UCPel inova com simuladores de face para treinamento de injetáveis

Os simuladores possuem transparência, o que facilita o treinamento dos procedimentos ao permitir a visualização das estruturas internas, além de possibilitar a criação de características únicas conforme a demanda. (Foto: Bruno Bohn)

O curso Biomedicina da Universidade Católica de Pelotas (UCPel) confeccionou recentemente simuladores de face para treinamento de injetáveis dérmicos e estudo anatômico. A atividade fez parte da disciplina de Biomateriais.

O processo de produção dos moldes foi responsabilidade do técnico-colaborador especialista em impressão 3D, Marcel Luiz Basso. Ele relata que os moldes foram confeccionados com precisão, permitindo a criação de simuladores altamente detalhados. “Utilizando polímeros biocompatíveis termoplásticos, os próprios alunos finalizaram a confecção dos simuladores”, pontua.

Os simuladores possuem transparência, o que facilita o treinamento dos procedimentos ao permitir a visualização das estruturas internas, além de possibilitar a criação de características únicas conforme a demanda.

O objetivo da produção dos simuladores de face é proporcionar um ambiente seguro e controlado para que estudantes e profissionais de saúde possam praticar e aperfeiçoar suas habilidades de aplicação de injetáveis faciais. Esses simuladores são projetados para replicar a anatomia humana com precisão, permitindo que os usuários experimentem diferentes técnicas e procedimentos sem o risco de causar danos a pacientes reais.

A professora coordenadora do curso de Biomedicina e também coordenadora do projeto de extensão, Chiara do Nascimento, esteve à frente da iniciativa. Para a responsável, o uso de simuladores de face é crucial para o aprendizado dos alunos porque permite a prática repetitiva e a correção de erros em um ambiente seguro. Isso ajuda os estudantes a ganharem confiança e habilidade antes de realizarem procedimentos em pacientes reais. “Além disso, os simuladores permitem que os alunos entendam melhor a anatomia facial e desenvolvam uma técnica adequada, o que é essencial para a eficácia e segurança dos tratamentos injetáveis”, salienta.

Chiara frisa que a inclusão de simuladores acadêmicos de face no currículo do curso é altamente relevante porque aumenta a qualidade da formação dos alunos em práticas realizadas em laboratórios. Garante que os futuros profissionais estejam bem preparados e competentes para realizar procedimentos injetáveis com segurança e eficácia, reduzindo o fator de intercorrências. Isso não só melhora os resultados clínicos, mas também aumenta a confiança dos futuros profissionais da área de estética. “O uso de simuladores modernos e realistas pode tornar o curso mais atraente e competitivo no mercado educacional”, comenta.

A validação dos simuladores foi realizada em uma aula prática conduzida pela professora Patrícia Zank, biomédica esteta. Este projeto atenderá as demandas da disciplina de Estágio Supervisionado I, no curso de Biomedicina, especificamente nas aulas práticas voltadas para a habilitação em biomedicina estética. “A prática em um ambiente controlado também ajuda a preparar para situações reais, onde a precisão é crucial para o sucesso dos tratamentos estéticos”, relata.

Para a aluna do curso de Biomedicina, Josiara Tapia dos Santos, produzir os simuladores de face foi uma experiência enriquecedora e desafiadora. Trabalhar com diferentes materiais e tecnologias, como impressora 3D e softwares de modelagem, permitiu um aprendizado prático e um desenvolvimento de habilidades críticas para a área.

Josiara acredita que atividades como a produção de simuladores de face são fundamentais para a formação de um biomédico Esteta. Elas proporcionam uma aplicação prática dos conhecimentos teóricos adquiridos ao longo do curso, facilitando a consolidação desses conhecimentos. Além disso, essas atividades desenvolvem habilidades essenciais como a coordenação motora fina, a precisão e a atenção aos detalhes.

Segundo Josiara, essa atividade impactou significativamente em seu desenvolvimento profissional. “Ao trabalhar com simuladores de face, ganhei uma maior confiança nas minhas habilidades e uma compreensão mais profunda das técnicas que vou utilizar .Isso reflete diretamente na qualidade dos serviços que vou oferecer aos meus pacientes, proporcionando resultados mais precisos e satisfatórios. Além disso, a experiência com tecnologias avançadas e métodos inovadores colocam-me à frente no mercado, destacando-se como uma profissional atualizada e competente”, pontua.

A iniciativa destaca-se como um avanço significativo na formação de biomédicos, proporcionando aos alunos uma experiência prática de alta qualidade e alinhada com as necessidades do mercado de estética.

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