Pelotas: Após atingir 3,13 metros, nível do São Gonçalo se mantém perto dos 2,90 metros

O índice alcançado no começo da noite de ontem ultrapassou 25 centímetros da marca da enchente de 1941, quando o canal chegou a 2,88 metros. (Foto: Janine Tomberg)

Após alcançar a maior média histórica até o momento, com 3,13 metros às 18h de segunda-feira (27), o nível do canal São Gonçalo se mantém abaixo dos 3 metros na manhã desta terça-feira (28). O índice alcançado no começo da noite de ontem ultrapassou 25 centímetros da marca da enchente de 1941, quando o canal chegou a 2,88 metros.

Às 9h, o índice estava em 2,92 metros, conforme apontou o sensor do Serviço Autônomo de Saneamento de Pelotas (Sanep).

Confira as últimas medições do canal até o fechamento desta matéria:

  • 0h: 3,04 metros
  • 2h: 3,00 metros
  • 4h: 2,97 metros
  • 6h: 2,92 metros
  • 7h: 2,91 metros
  • 8h: 2,91 metros
  • 9h: 2,92 metros

O sensor que realiza a medição da Lagoa dos Patos no trapiche do balneário Valverde precisou de manutenção e os dados não foram divulgados pelo Laboratório HidroSens da Universidade Federal de Pelotas (UFPel) ao longo da tarde de ontem (27) até o começo da madrugada de hoje (28).

As aferições atualizadas mostram que às 3h o nível da lagoa estava em 2,36 metros, tendo um declínio para 2,27 metros entre as 6h e as 7h. Contudo, o índice voltou a subir nas duas horas seguintes, registrando de cinco a nove centímetros de elevação.

Confira as últimas medições da lagoa até o fechamento desta matéria:

  • 3h: 2,36 metros
  • 4h: 2,33 metros
  • 5h: 2,30 metros
  • 6h: 2,27 metros
  • 7h: 2,27 metros
  • 8h: 2,32 metros
  • 9h: 2,36 metros

O canal São Gonçalo recebe as águas da Lagoa Mirim para, depois, desaguar na Lagoa dos Patos, que, por sua vez, recebe as águas do Lago Guaíba. As chuvas volumosas que ocorrem no Uruguai acabam escondo pela Lagoa Mirim até a região com intervalos de tempo, colaborando para a elevação do São Gonçalo.

O alto nível da Lagoa dos Patos também dificulta o escoamento do canal. Os demais canais e arroios que atravessam a cidade acabam prejudicados com os altos volumes de chuva dos últimos dias e também com a sobrecarga dos outros mananciais.

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