Governador se reúne com entidades empresariais e governo federal para tratar de questões econômicas decorrentes das enchentes

O objetivo do encontro foi ouvir as demandas dos setores produtivos e buscar soluções conjuntas. (Foto: Maurício Tonetto/Secom)

O governador Eduardo Leite realizou, no fim da tarde desta quarta-feira (12), uma reunião com representantes de entidades empresariais do Estado e o ministro da Secretaria Extraordinária de apoio à Reconstrução do Rio Grande do Sul, Paulo Pimenta. O encontro, que ocorreu no Centro Administrativo de Contingência, em Porto Alegre, foi convocado para que as demandas dos setores produtivos, em face dos problemas gerados pelas enchentes, fossem apresentadas e para que soluções conjuntas fossem articuladas.

Participaram representantes da Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul), da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs), da Federação de Entidades Empresariais do Rio Grande do Sul (Federasul), da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (Fecomércio) e da Associação Gaúcha de Supermercados (Agas), além do secretário nacional de Defesa Civil, Wolnei Wolff, e do secretário estadual da Reconstrução Gaúcha, Pedro Capeluppi.

Ao longo de quase duas horas, foram discutidos, principalmente, medidas de manutenção de emprego e renda e ajustes na operacionalização de linhas de crédito para empresas atingidas. Também foram abordadas a situação do aeroporto de Porto Alegre e a importação de arroz.

O governador disse que há uma coordenação de esforços para a resolução das questões. “Foi uma reunião importante, com uma interação respeitosa e produtiva. Estamos todos com o mesmo ânimo para encontrar soluções de curto, médio e longo prazo para as questões econômicas”, afirmou.

Ao falar sobre o acesso ao crédito de empresas afetadas pelas enchentes, Leite destacou que as operações apresentadas pelo governo federal fazem parte de um movimento importante, mas que podem não atender aqueles que mais precisam se não houver ajustes.

“As operações se desenvolvem com instituições financeiras que têm condições de análise de risco. Boa parte dos que mais precisam não terão capacidade de acessar essas linhas dentro das regras estabelecidas, fazendo com que elas deixem de cumprir seu propósito. Por isso são necessários ajustes nessa política”, afirmou o governador.

As medidas de manutenção de emprego e renda também tiveram um espaço importante na reunião, com a preocupação manifestada pelas lideranças empresariais sobre como se dará a regulamentação do programa apresentado pelo governo federal para a área. O programa foi instituído por medida provisória e depende de uma portaria para ser regulamentado.

Outro tema abordado foi a recuperação do Aeroporto Salgado Filho. O governador reforçou a demanda pelo entendimento entre o governo federal e a concessionária Fraport, que administra o aeroporto, em relação à disponibilização de recursos para reequilíbrio financeiro.

Ao final da reunião, o representante da Farsul levantou a questão da garantia de abastecimento e da oferta de preço adequado do arroz, cuja produção está concentrada no Rio Grande do Sul. O setor está disposto a continuar dialogando e a encontrar caminhos que mantenham o preço e o monitoramento de estoques para impedir o desabastecimento.

O grupo vai se reunir novamente até o final da próxima semana para atualizar os encaminhamentos.

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