Centro de Sismologia da USP registra terremoto de baixa magnitude em Pelotas

(Foto: Janine Tomberg)

O Centro de Sismologia da Universidade de São Paulo (USP) registrou um terremoto de baixa magnitude, no final da tarde desta quinta-feira (27), em Pelotas.

De acordo com o Centro, o tremor de terra aconteceu às 20h41 UTC, horário que corresponde às 17h41 em Pelotas, e atingiu a magnitude de 2.5 na Escala Richter. O estrondo foi percebido em vários bairros da cidade. No entanto, nenhum dano foi notificado.

Informações preliminares davam conta de que o estrondo teria sido provocado por conta de explosões em uma das pedreiras da região – o que não foi confirmado pelas autoridades. Uma das pedreiras está localizada no Monte Bonito, zona rural do município, e a outra fica em Capão do Leão.

O Tempo Universal Coordenado (abreviado internacionalmente como UTC, um meio-termo entre o inglês Coordinated Universal Time e o francês Temps Universel Coordonné), também conhecido como tempo civil, é o fuso horário de referência a partir do qual se calculam todas as outras zonas horárias do mundo. Corresponde à hora de inverno de Portugal Continental e Arquipélago da Madeira e à hora de verão do Arquipélago dos Açores.

Porém, há diferença por ocasião de tempo coordenado global de aproximadamente 3h, coincidindo com as 17h41, horário da percepção do tremor de terra em Pelotas. A informação foi publicada no site do Centro de Sismologia da USP.

(Foto: Reprodução)

Conforme o geólogo e professor da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), Felipe Padilha Leitzke, os terremotos de baixa magnitude são relativamente comuns no Estado e no país. “Nada para motivo de preocupação. Em geral, esse tipo de evento de baixa magnitude é bastante comum na crosta ‘estável’ (intraplaca), enquanto os de alta magnitude ocorrem nos limites de placas. Acontecem vários sismos de baixa magnitude no Brasil, relacionados a acomodação de fraturas (falhas geológicas) na crosta terrestre, em virtude da pressão”, explicou Leitzke.

O geólogo afirma ainda que tais ocorrências sísmicas não são comuns em Pelotas. Contudo, não há um motivo específico para que o tremor tenha sido percebido com mais intensidade pela população pelotense nesta quinta-feira. “Creio ser um processo natural por alívio de pressão nas fraturas da crosta”, apontou.

A Defesa Civil do Estado salientou, em nota, que continuará trabalhando em conjunto com a UFPel no intuito de esclarecer os fatos.

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