Médicos do Pronto Socorro de Canguçu alertam para possibilidade de greve

Hospital de Caridade de Canguçu (Foto: Arquivo/Felipe Madeira/JTR)

Na última sexta-feira (28), o Hospital de Caridade de Canguçu (HCC) recebeu um documento enviado pelo Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers) notificando em nome do grupo de médicos que fazem plantão no Pronto Socorro Municipal.

No documento, foram apontados constantes atrasos nos pagamentos dos honorários médicos, o atraso dos pagamentos dos meses de maio e junho deste ano e a falta de condições para o exercício seguro da medicina.

Além dos apontamentos, o sindicato exige a apresentação de um cronograma de pagamentos para os próximos meses, fixando uma data limite para os pagamentos e a regularização dos contratos, que atualmente são verbais.

“Caso não sejam atendidos os pontos supracitados até o dia 10 de julho, os médicos da instituição entrarão em estado de greve, paralisando as atividades por tempo indeterminado, sempre obedecendo aos princípios éticos da profissão médica”, aponta o documento.

A posição do HCC
Segundo o gestor Gabriel Andina, desde o começo da intervenção da Prefeitura no HCC não houve atraso nos pagamentos aos médicos.
O gestor argumenta que neste mês ocorreu um atraso excepcional, pois o Executivo pagou metade do 13º dos servidores públicos e a folha de pagamentos, faltando recurso para efetuar o repasse dentro da data prevista.

Conforme ele, já foram realizadas várias reuniões com as equipes médicas onde foi dada a garantia de pagar os meses de maio e junho juntos. O gestor explica que o hospital espera repasse do incentivo federal IAC, que já se encontra nos cofres do Estado, no valor de R$ 300 mil, e ainda não foi entregue à instituição. “Os repasses da Prefeitura Municipal de Canguçu tem garantido a manutenção dos serviços do HCC”, afirma Andina.

O gestor reforça que todas as equipes médicas com empresas estabelecidas possuem contrato firmado com o hospital e que a gestão nunca recebeu documento por parte da equipe dizendo não ter condições de exercer a medicina.
“Sabemos que há ainda muitas coisas para qualificar dentro do HCC, mas temos tentado cumprir com todas as necessidades que chegam até a gestão”, finaliza.

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