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Milton Martins, Pres. do Legislativo Pelotense


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Estrutura danificada de ponte sobre o Rio Camaquã preocupa comunidades de Canguçu e Encruzilhada


As fortes chuvas dos últimos meses que vem ocasionando deslizamentos, enxurradas e cheias sem precedentes em todas as regiões do estado, provocando inúmeros prejuízos humanos, de ordem econômica e também, irreparáveis danos à natureza, tem surpreendido a população de todas as
regiões. Somado a isso, a tragédia que ocorreu recentemente com a queda da ponte entre os municípios de Agudo e Restinga Seca, trouxe preocupação para os usuários da ponte que liga os municípios de Canguçu e Encruzilhada do Sul, na RST 471.

Com o objetivo de evitar uma nova tragédia, a prefeita em exercício, Mariza Helena, protocolou junto ao Departamento Autônomo de Estradas e Rodagens (DAER), na terça-feira (19), solicitando ao Diretor Geral – Vicente Brito Pereira, o envio de técnicos para uma urgente reavaliação e um laudo que permita aos usuários trafegar com segurança pela ponte.
Embora seja uma construção nova, a ponte com mais de 300 mts de extensão sobre o Rio Camaquã registra um tráfego constante de automóveis e veículos pesados que circulam entre a zona sul do estado, Vale do Rio Pardo e região metropolitana, e o grande volume de água das últimas cheias trouxe visíveis danos à estrutura da ponte.

Os moradores locais lembram que ainda na sua construção, uma destas cheias, provocou a queda de alguns pilares e vários prejuízos materiais, além de surpreender os operários da construtora com a força das suas águas.

A partir da região de Bagé, são 26 municípios que fazem parte da bacia do Rio Camaquã, e que basta um considerável volume de chuvas para que a força das águas do rio arraste de seu leito, vegetação, raízes, troncos e inúmeras árvores de todos os portes que acabam formando barreiras nos pilares da ponte, exercendo uma pressão ainda maior junto à sua estrutura. A base de alguns pilares da ponte ficaram descobertos e dão idéia de que apenas os ferros que agora aparecem enferrujados, vem
sustentando o peso da ponte e suportando a pressão exercida por centenas de toneladas de água das cheias do Rio Camaquã. Na base destes pilares, são nove canos de concreto com diâmetro
aproximado de 60 cm, que envolvem os ferros que na maioria já apresentam rachaduras, exatamente no lado onde as águas mais exercem força. As constantes cheias do rio, também tem levado toneladas de terras das barrancas que avançam sobre as cabeceiras da ponte.
Assessoria de Imprensa




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