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19-07-2013

Primeiros passos no resgate à escrita pomerana em São Lourenço do Sul


Foto: Divulgao Aps dois anos de trabalho o primeiro livro do Projeto Pomerando: Lngua Pomerana na Escola Germano Hbner lanado.

São Lourenço do Sul é uma das poucas cidades do Brasil que ainda mantém forte os traços de seus colonizadores, conservando costumes e, principalmente, a língua daqueles que aportaram no município para fazê-lo prosperar. O pomerano, um dialeto da língua alemã, é muito ouvido no interior do município e também na cidade, sendo muitas vezes exigência no currículo profissional para se trabalhar no comércio.


Com a passagem do tempo apenas a fonética se manteve, fazendo com que a reprodução da língua pomerana se propagasse apenas pela fala e não mais pela escrita. No entanto, há alguns anos a ideia ressurgiu na comunidade e a vontade de resgatar a língua pomerana escrita voltou. Foi com esse intuito que a escola de ensino fundamental Germano Hübner criou o projeto “Pomerando: Língua Pomerana na Escola Germano Hübner”, que culminou com o lançamento de um livro que agora está sendo comercializado no município.



O projeto é um estudo de caso, delimitado à comunidade escolar da Germano Hübner, localizada em Santa Tereza, 3º distrito do município, e tem como principal objetivo apresentar um pequeno vocabulário, incluindo conjugações verbais e algumas análises e notas gramaticais da língua pomerana. O trabalho começou a ser desenvolvido há dois anos pelo professor Danilo Kuhn, com apoio de alunos da 6ª a 9ª série, cuja maioria fala pomerano. O projeto também tem a colaboração da professora Olívia Tessmann e ajuda das professoras Ilaine Michaelis, Nilda Christmann e Lóia Nörnberg, fluentes na língua falada.


O livro é o início do projeto e apresenta uma padronização da escrita fonética, de forma simplificada, próxima aos sons captados ao se falar e ouvir, a fim de estabelecer letras ou conjuntos de letras para cada som, aproximando a escrita ao aluno fluente na língua falada. O livro traz também um vocabulário, e uma detalhada análise das conjugações verbais constatadas. “Até se encontrou uma conjugação padrão, além de verbos irregulares, os quais são indicados e analisados”, disse Kuhn.


Como a língua pomerana tem muitas variáveis, o intuito não é padronizar necessariamente a escrita, mas auxiliar os alunos a conservarem sua cultura. No momento a segunda edição do projeto, também em forma de livro, já começa a ser pensada. “Caminhamos no sentido de abordar as estruturas de frases (para expandir da palavra à frase), além da coleta de letras de música e histórias em pomerano (com tradução), produção textual dos alunos, e aspectos culturais, como características de festas comunais”, explica o professor de educação artística. O livro está sendo vendido por R$ 20,00, com a diretora Leila Maria Corrêa Schneider, ou direto na escola Germano Hübner.


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