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29-12-2017

Pelotas: Irgovel se reinventa como fornecedora de ingredientes para alimentação humana e aposta em novidades


Foto: JTR Equipe da Irgovel aposta em momento renovador na fbrica, como o lanamento de novos produtos

Fundada em 1972, na cidade de Pelotas, a Irgovel tem origem no trabalho de uma família de Goiás, hoje atuante no ramo da construção civil. Edilson e Darlan, juntamente com o pai, Samuel Brito, conduziram a empresa, a nível familiar, até 2007, em dois nichos: produção de óleo de arroz - do semielaborado até o refinado pela marca Carreteiro - e de farelo de arroz estabilizado, direcionado à fábrica de ração e outros setores do mercado.


Em 2007, entretanto, a empresa foi vendida para um grupo americano, a RiceBran Technologies, atual majoritária do negócio. Após a venda, a busca foi pelo aumento de volume de produção, culminando em um projeto de expansão da fábrica, em 2013, ainda com os mesmos nichos de mercado.



Ao agregar tecnologias e pesquisa em desenvolvimento, a Irgovel chegou à lecitina de arroz, sendo a única produtora a partir da América Central. Dentro da cadeia de óleos existem subprodutos que se tornam produtos finais, que é o caso da lecitina. Itens como chocolate e leite em pó utilizam esse emulsificante. A extração de fibras e de proteína do farelo de arroz foram algumas das novidades daquele momento, além do afastamento do mercado de ração animal como fabricantes, passando a atuar como fornecedores de ingredientes. “Quisemos dar um ponto de corte e sair desse mercado para focar naquilo que a gente acredita que tem o potencial do farelo, que é a alimentação humana. No caso do arroz, diferente de outras culturas, o poder nutricional não fica no grão. No farelo, tem o complexo de vitaminas, minerais, todo o valor nutricional está ali, juntamente com o óleo”, conta o diretor presidente Gilmar Pretto, que trabalha há 22 anos na companhia, mais recentemente à frente do cargo principal.


No entanto, do momento da venda até 2014, a empresa traçou uma linha decrescente. “Aumentou capacidade, mas continuava atuando no mercado de ração animal”, relembra Pretto. Os nichos não remuneravam conforme esperado o farelo estabilizado, grande resultante da atividade da empresa. Após um semestre de atividades praticamente paralisadas, em 2016, com acionistas já sem enxergar viabilidade no negócio, a Irgovel passou por uma grande reestruturação. “Por 45 anos a empresa comprou matéria-prima no mercado sem contrato de fornecimento, não tinha segurança de que teria farelo no mês seguinte. Uma das demandas foi essa”, destaca. Depois de garantir a matéria-prima contratada, o momento foi de introspecção. “Precisávamos ser vistos como um fornecedor de ingrediente para todos os nichos que a gente pudesse atender, principalmente para aquele que mais agrega valor, que é a alimentação humana”.


De maneira geral, a modernização da Irgovel foi alicerçada na concepção do slogan de venda de produtos destinados à alimentação humana. A marca, anteriormente representada por uma gota que remetia à indústria de óleos, agora apresenta a planta do arroz e o slogan “nutrição do arroz”. “Começamos a buscar segmentos em que pudéssemos inserir o farelo de arroz porque ele é diferenciado, assim como o óleo de arroz. Nossa ideia foi nichar esse mercado e trabalhar com indústrias locais”, explica o diretor. Através de um convênio com a Universidade Federal do Rio Grande (FURG), a empresa desenvolveu bolachas para a merenda escolar, com baixa adição de açúcar e maior valor nutricional. As descobertas foram tão atrativas que chamaram a atenção da empresa Biscoitos Zezé, que já utilizava o óleo de arroz e agora realiza testes com o farelo e a lecitina.


Para a Cooperativa Sul-Rio-Grandense de Laticínios (Cosulati), a Irgovel desenvolveu uma formulação de farinha láctea com baixa adição de açúcar e alto valor nutricional. Já a Graintek Soluções em Alimentos é uma das empresas locais parceira no desenvolvimento de novos produtos. “Existe muita tecnologia em Pelotas, muita empresa, e algumas estavam em uma situação muito parecida com a nossa, enfrentando dificuldades. E a Irgovel é uma empresa bairrista, ela cresceu baseada em Pelotas, vendendo óleo no estado do Rio Grande do Sul”, enfatiza Pretto, acrescentando que, hoje, Paraná e Santa Catarina também estão na rota da comercialização do óleo.


Com a inserção no mercado de alimentação humana, a empresa pretende ampliar a rede de atuação para os grandes centros, como São Paulo. “A gente fez questão de desenvolver mais mercados porque no Brasil as coisas mudam muito rápido. Procuramos alternativas de se solidificar no mercado pra não ficar só surfando na onda”, analisa.


A renovação de imagem e conceito também levou à necessidade de desenvolvimento de produtos. Alguns convênios, além da FURG, também com a Universidade Federal de Pelotas (UFPel) e com a Faculdade Senac estão auxiliando na produção de materiais científicos em busca de aperfeiçoamento, aplicação e desenvolvimento de produtos, além da comprovação nutricional de novas experimentações.


Benebran: Novidade nas prateleiras assinada pela Irgovel


Em breve, a Irgovel irá lançar no mercado a linha de produtos da sua nova marca, a Benebran, utilizando o farelo de arroz. Os flocos integrais de arroz na opção crispy chegarão às gôndolas no sabor natural e banana, em embalagens de 60g, de consumo imediato, seja puro ou acompanhado. “Ele não perde a crocância mesmo aberto e se colocar em um líquido, não encharca, fica crocante ainda assim”, enfatiza Pretto.


Fonte de fibras e proteína, o produto é zero sódio e não possui glúten, além de ser livre de alergênicos e de Organismos Geneticamente Modificados. Também é livre de gorduras trans e saturadas, e vegano. A previsão é de que o Benebran Crispy esteja disponível aos consumidores em janeiro de 2018.


Novos projetos


Outro novo projeto, desenvolvido desde o ano passado, é a comercialização de óleo semi refinado para food service. Da marca Carreteiro, a linha “Frita Bem” é destinada à cozinha industrial, especialmente para frituras. A linha “Forno e Fogão” também foi criada neste segmento. “O grande diferencial do óleo de arroz é que não adere tanto ao alimento, rende mais que os outros óleos do mercado e não gera gordura trans com tanta facilidade”, explica.


“A gente já consegue olhar para trás e perceber que a evolução do nosso negócio, a nível de conceito e de desenvolvimento, cresceu muito. Sempre digo que um bom negócio tem um pouco de ousadia, inovação e desenvolvimento, mas é preciso ter um pouco de sorte”, analisa o diretor presidente, que completa enaltecendo a mudança cultural promovida junto à equipe: “Todo sucesso começa dentro de casa. Se tu tens uma equipe comprometida e que acredita no que está sendo feito, a chance de ter sucesso é imensa”.


Ainda em progresso, outro projeto é o que envolve a extração de álcool de cereal. “Com certeza vai trazer investimento para o município, mais emprego e mais indústrias. Seria uma planta de extração inovadora para a Região Sul”, antecipa.


Geração de emprego


Em 2016, a descapitalização e o alto valor da matéria-prima, em meio a um cenário desfavorável de crise econômica, resultaram na saída da empresa do mercado. O reflexo foi sentido em diversos setores, essencialmente no quadro de funcionários. A Irgovel, que já chegou a ter 260 empregados, número que diminuiu para 150, hoje se mantém com 170 funcionários diretos, além de diversos agregados, prestadores de serviços e empresas conectadas, que chegam a 600 empregos de forma geral. “Juntamos todo o histórico de inovação que o negócio tem, e trouxemos para os potenciais negócios que o mercado demanda”, finaliza Pretto.


Farelo estabilizado


É o produto resultante após a extração do óleo. Com grande escala de produção em meio a um mercado de produtos diferenciados, a aplicação do farelo estabilizado pela Irgovel se dá em linha de embutidos - caso de um dos clientes da empresa, a JBS -, além de massas em geral, bebidas, biscoitos, dentre outros. “Isso acontece pelo valor nutricional. O farelo, sozinho, não dá um formato de um pão, por exemplo. Mas na composição, com qualquer outra farinha sem glúten, ele é o ideal. Juntamente com outras farinhas integrais, o farelo agrega poder nutricional”, elucida Pretto.


Resultados


De tudo que entra na Irgovel, hoje, os resultados são: farelo de arroz - que se desdobra em diversos produtos; e o óleo, de onde na primeira parte de processamento se extrai a goma, que vira lecitina, com clientela desde o mercado farmacêutico até construção civil e mineração. A borra no refino, por exemplo, vira ácido graxo de arroz, utilizado para fabricação de produtos de limpeza e lubrificantes.


Redator: Tradio Regional



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